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Petróleo inicia 2012 na maior alta desde meados de novembro

Por Justin Sullivan - 3 jan 2012, 18h13

O preço do petróleo alcançou nesta terça-feira seu maior nível desde novembro no primeiro dia do ano em Nova York, impulsionado por indicadores industriais positivos nos Estados Unidos e em mercados emergentes, enquanto continuam as tensões entre Ocidente e Irã.

O barril de “light sweet crude” para entrega em fevereiro fechou em 102,96 dólares no New York Mercantile Exchange, com uma forte alta de 4,13 dólares em relação à sexta-feira. O pico durante o dia foi de 103,13 dólares, o mais alto desde 17 de novembro de 2011.

Na segunda-feira, o mercado permaneceu fechado por conta das festas de Ano Novo. Depois dessa pausa, o ano financeiro iniciou “com bons indicadores econômicos e com os mercados de ações bem orientados”, afirmaram os analistas do Commerzbank.

A alta acelerou-se depois da publicação do índice ISM que mede a atividade manufatureira nos Estados Unidos, o primeiro país em consumo de petróleo no nível mundial, que mostrou uma aceleração do crescimento mais pronunciada que as previsões dos analistas em dezembro.

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Na China, marcadores semelhantes revelaram uma alta da atividade industrial do país, segundo consumidor mundial de petróleo, enquanto a Índia registrou a maior aceleração da atividade em seis meses.

Para Matt Smith, da Summit Energy, a progressão do mercado petroleiro “explica-se tanto pelos indicadores industriais como pelo comportamento do Irã”.

A República Islâmica advertiu na semana passada que fecharia o estreito de Ormuz, por onde transita mais de um terço do comércio marítimo de petróleo mundial, caso fossem estabelecidas sanções por parte dos países ocidentais contra suas exportações de petróleo.

Na terça-feira, Teerã advertiu os Estados Unidos contra a presença de um de seus porta-aviões, que navegou pelo estreito na semana passada, apesar de Washington ter prometido que manteria seus navios mobilizados na região.

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“O mercado permanece preocupado com a situação do estreito de Ormuz e as possíveis perturbações da oferta em caso de sanções”, explicou Andy Lipow, da Lipow Oil Associates.

“Escutamos muita retórica em torno do estreito de Ormuz, mas no momento, o fornecimento não foi afetado. Não creio que sejam, a menos que o Irã se encontre em uma situação na qual já não possa vender petróleo. Então o país não teria nada a perder”, afirmou.

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