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Petróleo fecha em queda de 0,69% por receios europeus

Por Renan Carreira

Nova York – Os contratos futuros de petróleo negociados na bolsa mercantil de Nova York (Nymex) fecharam em queda nesta segunda-feira. O mercado ignorou notícias de interrupções modestas de produção nos Estados Unidos e na Noruega e os preços caíram, acompanhando as perdas das Bolsas norte-americanas.

Analistas alegam que o preço da commodity continua a ser guiado pelos estoques, bastante altos, e pelo enfraquecimento da demanda por causa da crise financeira na Europa. Além disso, os investidores estão cautelosos antes da cúpula da União Europeia (UE) no fim desta semana.

O contrato do petróleo WTI para agosto recuou US$ 0,55 (0,69%), finalizando a US$ 79,21 por barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril do petróleo Brent avançou US$ 0,03 (0,03%), encerrando a US$ 91,01 por barril.

“O mercado de petróleo continua a cair em sintonia com os mercados de ações e com um euro em desvalorização, uma vez que as perspectivas econômicas para a Europa seguem incertas”, disse o analista Tim Evans, da Citi Futures, acrescentando que as expectativas são modestas para a cúpula europeia, no fim desta semana.

Nesta segunda-feira, a Espanha solicitou formalmente a ajuda da UE para recapitalizar seus bancos. Quem também solicitou ajuda da UE foi o Chipre, tornando-se o quinto país do bloco a precisar de um resgate internacional, após Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha.

O petróleo “ainda tem mais terreno para cair. A situação na zona do euro continua cada vez pior”, afirmou John Kifduff, da Again Capital. Ele prevê que os preços do produto vão cair ainda mais, já que alguns traders encerrarão posições nos próximos dias, com o fim do segundo trimestre.

Os problemas na oferta de petróleo na Europa e nos EUA também estão sendo observados de perto. Na Noruega, há greves em campos de petróleo e, no Golfo do México, a tempestade tropical Debby levou ao fechamento de plataformas americanas.

No entanto, “há dúvidas sobre se isso será suficiente para provocar uma reversão na tendência dos preços, já que essas deficiências de oferta são apenas temporárias e o superávit de oferta ainda é considerável”, afirmaram analistas do Commerzbank. “O que ajudaria no longo prazo seria um corte na produção dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), da Arábia Saudita em particular.” As informações são da Dow Jones.