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Petróleo fecha em baixa, apesar de redução de estoques

Por Da Redação - 24 ago 2011, 17h12

Por Álvaro Campos

Nova York – Os contratos futuros de petróleo fecharam em leve queda, com uma onda de vendas nos últimos 15 minutos da sessão, apesar do Departamento de Energia dos EUA (DOE, na sigla em inglês) ter divulgado que os estoques do país registraram um declínio surpreendente na semana passada.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato para outubro caiu US$ 0,28 (-0,33%), a US$ 85,16 o barril. Na plataforma ICE, o petróleo do tipo Brent fechou em alta de US$ 0,84 (0,77%), a US$ 110,15 o barril.

Os estoques de petróleo dos EUA caíram 2,213 milhões de barris na semana encerrada em 19 de agosto, para 351,777 milhões de barris. A queda contrariou as estimativas dos analistas, que previam aumento de 1,3 milhão de barris. A retração nos estoques foi causada por uma elevação na taxa de utilização da capacidade das refinarias, que aumentou 1,2 ponto porcentual, para 90,3%.

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Mas os estoques de combustíveis aumentaram, o que sugere que a demanda entre os consumidores finais está fraca. Os estoques de gasolina subiram 1,4 milhão de barris, enquanto os estoques de destilados, incluindo diesel e óleo para calefação, avançaram 1,7 milhão de barris.

O petróleo operou em alta durante boa parte do dia, impulsionado pelo dado do DOE e acompanhando as Bolsas de Nova York, mas passou a cair perto do fim da sessão, pressionado pelas oscilações nos mercados de ações. Muitos corretores veem as bolsas como um indicador do sentimento econômico nos EUA.

Outro fator que pressiona o petróleo é o conflito na Líbia. Ontem os rebeldes conquistaram o quartel do coronel Muamar Kadafi, na capital Trípoli, mas o paradeiro do ditador é desconhecido. A queda do regime pode significar um retorno da produção líbia ao mercado. Antes da guerra civil, o país exportava 1,3 milhão de barris de petróleo de alta qualidade por dia. O Brent é mais sensível aos desdobramentos do conflito na Líbia, já que boa parte das exportações do país eram para a Europa. Mas analistas dizem que a diferença entre o Brent e o WTI, dos EUA, não deve cair significativamente, mesmo com o fim da guerra. As informações são da Dow Jones.

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