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Petróleo cai e fecha abaixo de US$ 95 ante alta do dólar

Por Gustavo Nicoletta

Nova York – Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam em queda acentuada, abaixo de US$ 95 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex), pressionados por dados que mostraram um declínio menor que o esperado nos estoques norte-americanos da commodity e pela apreciação do dólar em relação ao euro.

Hoje, a moeda europeia tocou uma mínima intradia de US$ 1,2945 e, por volta das 17h55 (pelo horário de Brasília), operava a US$ 1,2945, de US$ 1,3038 na terça-feira. A queda foi motivada por dúvidas sobre a eficácia do pacto fiscal firmado na última sexta-feira pela maioria dos países da União Europeia com o objetivo de conter a crise de confiança nas dívidas soberanas da região.

“O mundo está nos dizendo que há preocupações muito grandes em relação ao potencial das economias da Europa”, disse Addison Armstrong, diretor de pesquisa de mercado da Tradition Energy.

O contrato do petróleo para janeiro negociado na Nymex caiu US$ 5,19, ou 5,18%, para US$ 94,95 o barril, com mínima intradia de US$ 94,21 o barril – menor preço desde 7 de novembro. A onda de vendas ganhou força principalmente depois de o contrato ter rompido a média de preço das últimas 200 sessões, de US$ 96 o barril, segundo operadores. Na plataforma ICE, o contrato do petróleo tipo Brent para janeiro, que expira amanhã, recuou US$ 4,48, ou 4,09%, para US$ 105,02 por barril.

Pela manhã, o Departamento de Energia dos EUA divulgou que os estoques norte-americanos de petróleo encolheram 1,932 milhão de barris na semana encerrada em 9 de dezembro, declínio levemente menor do que o de 2,1 milhões de barris previsto por analistas. Os estoques de gasolina, no entanto, aumentaram 3,824 milhões de barris, mais que o dobro do previsto, enquanto os de destilados cresceram 480 mil barris, ante expectativa de alta de 700 mil barris. Os dados também mostraram que a demanda por petróleo nos EUA, maior consumidor mundial da commodity, está aquém do nível registrado há um ano.

Antes da divulgação do relatório sobre os estoques, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou a manutenção do nível de produção em 30 milhões de barris por dia – decisão amplamente esperada pelo mercado. Armstrong, da Tradition Energy, disse que a oferta será adequada “num ambiente em que a Europa está perdendo fôlego, a demanda por petróleo na América do Norte continua estável e a China provavelmente terá uma desaceleração por causa da Europa.” As informações são da Dow Jones.