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Petróleo cai com temores sobre zona do euro

Por Ricardo Gozzi

Nova York – Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda em Nova York, com a commodity incapaz de sustentar-se acima dos US$ 90 depois de ter flertado com o nível durante a semana. O petróleo para entrega em outubro recuou US$ 1,44 (1,61%), encerrando a sessão em US$ 87,96 o barril na bolsa mercantil de Nova York (Nymex). Na plataforma eletrônica ICE, o Brent para novembro fechou em queda de US$ 0,08 (0,07%), a US$ 112,22 por barril.

O fraco volume e a consolidação das posições dos investidores antes do fim de semana levaram a uma sessão volátil em Nova York, com a cotação do barril chegando a cair US$ 2,40 antes de recuperar-se um pouco no fim do dia. Operadores disseram que as oscilações do mercado de ações, as persistentes incertezas com relação à crise da dívida na zona do euro e a apreciação do dólar foram os motivos principais do recuo.

Com o fechamento de hoje, o petróleo devolveu a maior parte dos ganhos obtidos durante a semana, apesar de, na terça-feira, ter atingido US$ 90,52, sua máxima em um mês. Durante setembro, o petróleo aproximou-se ou passou de US$ 90 o barril em seis ocasiões, mas em todas elas a commodity cedeu, desapontando operadores esperançosos de uma nova alta.

“O petróleo já se aproximou do pico da faixa de preço, por volta de US$ 90, mas até agora não conseguiu se fixar acima disso”, observou Matt Zeman, estrategista de mercado da Kingsview Financial. “Nesse nível psicologicamente importante de US$ 90, aparece muita gente querendo vender”, comentou.

“Será interessante observar o que vai acontecer nas próximas sessões. Se esse mercado não conseguir passar dos US$ 90, é possível que as vendas sejam retomadas”, sugeriu Zeman. “Agora estamos em uma espécie de terra de ninguém, esperando para ver em que direção o mercado vai seguir.” Enquanto isso, a valorização do dólar também pressionou o petróleo, uma vez que a apreciação da moeda norte-americana encarece a commodity para os detentores de outras moedas. As informações são da Dow Jones.