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Petróleo bate US$ 105, estremece mercados e reacende temor de juros e inflação

Alta derruba ações e leva rendimentos dos títulos americanos aos maiores níveis em anos

Por Ernesto Neves Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 set 2026, 12h42 | Atualizado em 10 set 2026, 12h47
Petróleo bate US$ 105, estremece mercados e reacende temor de juros e inflação Priorize VEJA no Google

A escalada no preço do barril do petróleo voltou a assustar os mercados internacionais. Nesta quinta-feira, 10, o preço chegou a US$ 105 por barril, reacendendo as preocupações com a inflação e provocando uma nova onda de vendas de títulos públicos.

O Brent, referência internacional, chegou a subir mais de 4%, para US$ 105, enquanto o petróleo negociado nos Estados Unidos avançou 4,4%, aproximando-se de US$ 100 pela primeira vez desde maio.

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A alta ocorreu depois de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informar uma queda na produção de petróleo da Arábia Saudita.

O movimento aumentou a percepção de que a energia mais cara poderá alimentar a inflação e dificultar o trabalho dos bancos centrais para reduzir os juros.

Nos Estados Unidos, o rendimento do título do Tesouro de dez anos, referência para os custos de financiamento na maior economia do mundo, subiu 0,07 ponto percentual, para 4,9%, o maior nível desde o fim de 2023.

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O rendimento dos papéis de 30 anos avançou 0,05 ponto, para 5,34%, atingindo o maior patamar desde 2007.

A piora no mercado de títulos ocorreu também após o anúncio do secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, de um programa de recompra de US$ 6 bilhões em títulos, que não convenceu os investidores.

Horas depois, o presidente Donald Trump prometeu distribuir um “dividendo” de US$ 5 mil a cada cidadão americano caso os republicanos mantenham o controle do Congresso nas eleições de meio de mandato. O custo estimado da medida supera US$ 1 trilhão.

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Na Europa, o Banco Central Europeu elevou a taxa de juros para 2,5% e alertou que a inflação da zona do euro deverá permanecer acima da meta de 2% por um período prolongado.

No Reino Unido, o rendimento dos títulos de dez anos também avançou 0,07 ponto percentual, para 5,34%, o maior nível desde 2007.

Os dados de inflação americana reforçaram a preocupação.

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O índice de preços ao produtor subiu 5,4% em agosto na comparação anual, ante 4,7% em julho e acima da expectativa dos analistas de Wall Street. O avanço ocorreu em meio à alta dos combustíveis, que encareceu o transporte de mercadorias no país.

O movimento atingiu também as bolsas. Os contratos futuros do Nasdaq 100 recuavam 1,3% pouco antes da abertura dos mercados americanos, enquanto os futuros do S&P 500 caíam 0,5%. Na Europa, o índice Stoxx Europe 600 perdia 0,6%.

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