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Petrobras venderá ativos no 2º semestre

Plano de desinvestimento da empresa é estimado em 13,6 bilhões de dólares

A Petrobras planeja executar no segundo semestre deste ano a maior parte de seu plano de desinvestimento estimado em 13,6 bilhões de dólares, afirmou o diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa. A maior empresa do Brasil já iniciou processo de venda de blocos exploratórios no Golfo do México com a escolha de um banco para intermediar negociações com interessados em comprar os ativos, revelou o executivo durante o Reuters Latin American Investment Summit.

“Acredito que neste segundo semestre, daqui até o final do ano, deva acontecer a maioria das operações (de desinvestimento) em volume… os ativos do Golfo do México individualmente talvez sejam os mais importantes”, declarou. As áreas da Petrobras já despertam o interesse de vários interessados. Em alguns deles, como Cascade-Chinook, a estatal realizou grandes descobertas de petróleo.

Barbassa disse que a Petrobras avalia a alternativa de ter um sócio estratégico em operações da região, além da possibilidade de vender participações isoladas em diferentes blocos. A companhia anunciou há cerca de um ano que venderia ativos no valor de 13,6 bilhões de dólares para fazer frente à necessidade de investir pesadamente no pré-sal no Brasil. “Passamos um ano do anúncio e desde então já fizemos uma parte, já estamos hoje melhor preparados para executá-lo, porque tinha-se que discutir estratégia de cada desinvestimento”, afirmou o executivo. Desde o anúncio do plano, a Petrobras já vendeu participações de blocos na Tanzânia, como parte da estratégia de se desfazer de participações em áreas exploratórias em todo o planeta.

Outras áreas – Além de blocos exploratórios, entre os quais nos Estados Unidos e na Tanzânia, a Petrobras pretende vender ativos em diversas outras áreas. Duas refinarias, uma no Texas e outra no Japão, já foram colocadas à venda, segundo Barbassa. E elas também possuem interessados, mas despertam menos apetite nas empresas que os blocos do Golfo, admitiu. No Brasil, além de participações em blocos fora do pré-sal, ativos de gás, energia e abastecimento também poderão ser vendidos. “Temos ativos de petroquímica, indústria”, afirmou, sinalizando que a empresa não está interessada nas áreas exploratórias colocadas à venda pela Vale.

Sobre a possibilidade de venda de ativos para Eike Batista, empresário mais rico do país que possui empresas de petróleo, energia e mineração, Barbassa afirmou que não tem restrição a quem compra, negando que a estatal encare o empresário como um rival. Barbassa afirmou que o total de desinvestimento deverá ser ajustado com a conclusão do novo plano de negócios da companhia, que deve ficar pronto até agosto. “Este é um plano que todo ano é ajustado e provavelmente vai sair um novo valor porque parte dele já foi realizado”, disse ele, sem adiantar detalhes.

Pré-Sal – A venda de ativos da Petrobras para fazer frente aos investimentos no pré-sal ocorre num momento em que a companhia realiza produção em projeto-piloto e se prepara para adotar sistemas definitivos de produção nessa nova fronteira exploratória. “Até 2015 a produção do pré-sal da bacia de Santos será baseada em projeto-piloto, e o principal objetivo dessa fase é conhecer os reservatórios e as condições de produção”, afirmou Barbassa. O campo gigante de Lula no pré-sal, na atual etapa de produção, produz 94 mil barris por dia, ou quase 5% da produção brasileira. “A partir de 2015 é que serão conhecidas condições definitivas do pré-sal estabelecidas”, acrescentou.

(com agência Reuters)

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