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Petrobras recuperou R$ 300 milhões desviados por corrupção, diz Bendine

Presidente da estatal evitou dar opinião sobre o momento político da empresa, alvo das investigações da Operação Lava Jato

Por Da Redação 21 mar 2016, 20h42

O presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou nesta segunda-feira que a empresa recuperou 300 milhões de reais desviados por corrupção e que a companhia trabalha para recuperar ainda mais dinheiro desviado. A estatal revelou nesta segunda-feira que encerrou 2015 com prejuízo de 34,83 bilhões de reais, o maior de sua história.

Bendine evitou dar opinião sobre o momento político da empresa. Ele disse que, independentemente do cenário atual, a diretoria da empresa continua “tocando a vida com foco no imaginado”, referindo-se ao esforço em melhorar as condições operacionais e financeiras da companhia. “O país tem um processo democrático bem estabelecido. Não cabe à empresa se preocupar com política.” As investigações da Operação Lava Jato têm a Petrobras como ponto central.

O executivo também disse que não haverá distribuição de dividendos. A respeito de investimentos, Bendine afirmou que provavelmente haverá uma pequena redução em 2016, mas que a companhia continua investindo pesadamente. “Não há número fechado de investimento de 2016”, disse. O presidente da companhia também afirmou que a empresa vive “surpreendendo analistas”.

Bendine disse ainda que a previsão de venda de ativos da companhia para este ano, de 14,4 bilhões de dólares, está mantida. De acordo com o executivo, as negociações estão em ritmo bastante intensos. “Os ativos têm tido procura forte, alguns estão já em fase final de negociação”, afirmou.

O presidente da Petrobras disse também que a estatal tem capacidade de caixa para honrar os compromissos até o final de 2017 sem necessidade de captações. De acordo com Bendine, se houver janela de oportunidade para alongar prazo e reduzir custo, a empresa pode fazer, mas isso não está no radar agora.

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Bendine disse ainda que vai levar os nomes da nova diretoria ao conselho de administração, na próxima reunião, dia 30. Com a extinção da diretoria de Gás e Energia, o futuro do executivo da área, Hugo Repsold, não está definido.

Renúncia – Pouco depois da divulgação do balanço da estatal, a Petrobras informou que Luiz Navarro apresentou sua renúncia ao cargo de membro do Conselho de Administração para assumir o posto de ministro de Estado da Controladoria Geral da União (CGU). Navarro também deixa o conselho de administração da subsidiária Petrobras Distribuidora SA.

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(Com Estadão Conteúdo)

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