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Petrobras pode interromper construção de plataformas no RS

Segundo prefeito de Rio Grande, estatal está perto de cancelar contrato para a construção de módulos e integração de duas plataformas na cidade

Por Da Redação 8 jun 2015, 19h52

A Petrobras está muito perto de cancelar o contrato com o consórcio QGI, formado pelas empresas Queiroz Galvão e Iesa Óleo e Gás, para a construção de módulos e integração das plataformas P-75 e P-77, no estaleiro do consórcio no Polo Naval de Rio Grande (RS), afirmou nesta segunda-feira o prefeito da cidade, Alexandre Lindenmeyer. O cancelamento, segundo o prefeito, deverá ocorrer devido a uma disputa entre as companhias sobre valores de aditivos e pode ampliar o atraso no crescimento da produção da petroleira estatal.

As duas plataformas estão destinadas ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos, sendo que a P-75 estava prevista para ser entregue em 2016, enquanto a P-77, em 2017, segundo o plano de negócios da Petrobras 2014-2018.

Acompanhado de uma comitiva, formada por representantes da cidade, o prefeito esteve na tarde desta segunda-feira no Rio de Janeiro em reuniões separadas com a Petrobras e com o consórcio.

O QGI cobra da Petrobras aditivos de cerca de 10% do valor original do contrato, de cerca de 1,6 bilhão de dólares. A empresa alega que houve dezenas de alterações no contrato, a pedido da Petrobras, incluindo melhorias de segurança e de desempenho. As mudanças implicam em cobranças que a estatal se nega a pagar.

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“Houve todo um processo de negociação entre QGI e Petrobras. Ainda não é uma situação dada, mas está muito difícil essa negociação”, afirmou. Ainda segundo Lindenmeyer, a Petrobras deve tomar uma decisão final sobre o contrato na quarta-feira, para quando está marcado um encontro entre a estatal e o consórcio.

Em fevereiro, a Petrobras declarou que recebeu carta do QGI sobre a descontinuidade da execução do escopo do contrato. Na ocasião, a empresa disse que as obras de ambas as plataformas estavam em fase de conclusão dos projetos de engenharia de detalhamento e início da construção e montagem dos módulos. Lindenmeyer afirmou que as negociações foram retomadas em março, mas não houve avanços até agora.

A Queiroz Galvão e a Iesa estão entre as empresas investigadas na Operação Lava Jato, da Polícia Federal, que apura esquema de desvio de dinheiro de contratos com a Petrobras por empreiteiras, partidos políticos e executivos de diversas companhias.

A Petrobras não respondeu imediatamente a um pedido de comentários. Procurada, a Queiroz Galvão, que é líder do consórcio, também não comentou imediatamente o assunto.

(Com agência Reuters)

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