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Petrobras e Vale ajudam BM&FBovespa a fechar em alta

Depois de encerrar o pregão de segunda em queda de 1,88%, dólar avançou 1,35% nesta terça e fechou a 2,25 reais

Por Da Redação - 16 jul 2013, 18h27

A BM&FBovespa deu continuidade à alta da véspera e conseguiu fechar no azul o pregão desta terça-feira, impulsionada pelas blue chips Petrobras e Vale. Se foi reforçada no exterior a cautela em relação ao ajuste do programa de compras de bônus pelo Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), por aqui os investidores seguiram em correção de preços dos ativos. À tarde, a OGX, que foi responsável por manter o Ibovespa no vermelho na primeira metade dos negócios, reduziu as perdas e permitiu que a bolsa migrasse para o terreno positivo pouco antes das 16 horas.

O Ibovespa encerrou em alta de 0,28%, aos 46.869,29 pontos. Na mínima, caiu 0,69% (aos 46.417 pontos), enquanto na máxima avançou 1,26% (47.330 pontos). O volume financeiro somou 5.070 bilhões de reais (dado preliminar). No mês, a Bovespa acumula desvalorização de 1,24% e, no ano, de 23,10%.

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As ações ordinárias (que dão direito a voto) e preferenciais (sem direito a voto) da Petrobras fecharam, respectivamente, em alta de 1,56% e 1,35%. A ação ordinária da Vale avançou 3,65%, enquanto os papéis preferenciais subiram 1,86%. Os destaques de alta do Ibovespa foram a Brookfield, que registrou valorização de 3,85%, seguida por MRV (+3,69%), Vale (+3,65%), JBS (+3,03%) e Banco do Brasil (+2,83%).

Em contrapartida, as ações ordinárias da OGX, que foram as vilãs da bolsa mais cedo, amenizaram a queda à tarde, encerrando o dia com perda 3,29%. Pela manhã, os papéis da petroleira de Eike Batista chegaram a cair perto de 12%. Mesmo com a trégua, o papel teve o pior desempenho do Ibovespa nesta sessão.

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Completaram o ranking de quedas do índice Usiminas (-3,85%), devolvendo parte da forte alta registrada na véspera, Oi (-3,81%) e Usiminas (-3,58%).

Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,21%, o S&P 500 recuou 0,37% e o Nasdaq perdeu 0,25%.

Câmbio – O dólar fechou com alta de mais de 1% nesta terça-feira, a maior neste mês, numa sessão com baixo volume e com movimento de correção após a moeda norte-americana ter despencado quase 2% na véspera. Em 2013, o dólar acumula alta de 8,78%.

A desconfiança com a saúde da economia brasileira também levou investidores a retirarem capital do país nesta sessão, fazendo com que a moeda norte-americana tivesse um comportamento descolado do exterior. O dólar fechou em alta de 1,35%, a 2,2544 reais na venda, o maior ganho diário desde 29 de junho, quando a divisa norte-americana subiu 1,63%.

O volume de negócios ficou levemente abaixo 1,4 bilhão de dólares, de acordo com dados da BM&F, nesta sessão, cujo início foi marcado pela queda do dólar, chegando à mínima de 2,2075 reais. “Hoje não teve nenhuma operação expressiva. Foram apenas operações pontuais. O que houve foi investidor estrangeiro desmontando posição na BM&F”, afirmou o diretor de câmbio da Pioneer Corretora, João Medeiros.

“O Brasil vai desacelerar de qualquer jeito e não tem ninguém dizendo que a economia brasileira vai melhorar. Então, a questão é: por que o real deveria subir? Eu não vejo motivo”, afirmou o analista da consultoria 4Cast, Pedro Tuesta.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

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