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Petrobras diz que defenderá diretores citados pelo TCU no caso Pasadena

O TCU apontou possíveis irregularidades na compra da refinaria e pode condenar os envolvidos a pagar quase 800 milhões de dólares à estatal

A Petrobras afirmou nesta quinta-feira que assegurará a defesa dos seus ex-gestores e atuais em processo no Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos. “A Petrobras confirma a sua defesa relacionada à aquisição, apresentada ao TCU em janeiro de 2014, e, nesse novo processo que se inicia, assegurará a defesa dos seus gestores, presentes e passados, quanto aos atos decorrentes do exercício das suas funções, nos termos do art. 23, § 1º, do seu Estatuto Social”, informou a empresa, em nota.

O TCU apontou na quarta-feira possíveis irregularidades na compra da refinaria e pode condenar os envolvidos a pagar quase 800 milhões de dólares à estatal. Os ministros do TCU aprovaram, por unanimidade, o texto do relator José Jorge, que cobrou explicações de executivos envolvidos no negócio, incluindo o ex-presidente da empresa José Sergio Gabrielli.

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A estatal afirmou que a decisão do TCU deu início a um novo processo que permitirá a defesa individual daqueles mencionados no caso. “A decisão promove o início de um processo no qual será dada a oportunidade, pela primeira vez, de defesa individual de cada um dos gestores mencionados, não significando, portanto, que o TCU tenha promovido neste momento qualquer condenação desses gestores”, afirmou a empresa.

O relatório do ministro relator José Jorge isentou os integrantes do Conselho de Administração da empresa, na época presidido pela presidente Dilma Rousseff. O TCU também determinou a indisponibilidade dos bens da diretoria pelo prazo de um ano.

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Entre os executivos que terão os bens indisponibilizados está o atual diretor de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, o ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli, os ex-diretores da Área Internacional, Nestor Cerveró, e de Refino e Abastecimento, Paulo Roberto Costa. Com a decisão, os executivos citados não poderão se desfazer de seus bens ao longo do período de investigação, mas podem continuar recebendo rendimentos, como aluguéis.

(Com Reuters)