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Petrobras deve manter 10 mil trabalhadores em home office pós pandemia

Estatal estuda modelo de adesão voluntária ao teletrabalho e espera que cerca de 50% dos 21 mil colaboradores da área administrativa acatem

Por da Redação - Atualizado em 17 jun 2020, 14h18 - Publicado em 17 jun 2020, 13h54

Uma das principais influências da pandemia do novo coronavírus nas relações de trabalho, o home office, é um modelo que veio para ficar. Tanto que a estatal Petrobras decidiu que irá manter metade de sua equipe administrativa trabalhando de casa de maneira permanente, de acordo com a agência Reuters. Atualmente, a Petrobras possui 21 mil funcionários administrativos e, desde março, a estatal colocou cerca de 90% dessa equipe para trabalhar de casa como uma das medidas para conter a disseminação de Covid-19 entre seus funcionários.

Segundo a empresa, a experiência se mostrou bem sucedida em termos de produtividade e revelou oportunidades para economia de custos com espaço de escritório. O modelo a ser oferecido a funcionários está em discussão, assim como sua data de implementação, porém, é certo que mais de 10 mil funcionários da companhia continuem trabalhando de casa. A ampliação do teletrabalho para pós pandemia é tendência e já havia sido anunciada por diversas empresas da iniciativa privada, como a XP e o Twitter. A tendência, é que o modelo que era deixado de lado por gestores, ganhe cada vez mais espaço no mercado de trabalho.

A diminuição de custo operacional de funcionamento dos escritórios cai bem nos esforços que a companhia tem feito para reduzir gastos. O presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, está em uma cruzada para reduzir custos desde que assumiu o cargo em janeiro de 2019. No ano passado, ele anunciou um plano de corte de custos de 8,1 bilhões de dólares até 2023, incluindo programas de demissão e redução de espaço de escritório. Desde então, ele decidiu diminuir o número de representações no exterior de 18 para cinco, encerrando escritórios em Nova York, Cidade do México, Líbia, Angola, Nigéria, Tanzânia, Irã e Tóquio, entre outros. Recentemente, a estatal tem desocupado prédios inteiros para se concentrar em seu icônico edifício-sede, conhecido como Edise, onde o custo por mesa de trabalho é menor.

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A migração para o trabalho remoto pós pandemia será opcional, com meta de atingir mais de 10 mil funcionários da área administrativa. Ao todo, a companhia tem 46,4 mil funcionários. A Petrobras espera alta adesão devido à demanda dos próprios trabalhadores pelo teletrabalho. A empresa discute também a possibilidade de retorno parcial de funcionários aos escritórios. Mas ainda não há data prevista para retornar à sede, disse a empresa. Entre as possibilidades estão a rotação entre os funcionários, no qual eles passam uma semana no escritório e uma semana em casa. Também é estudada a implantação de escritórios inteligentes, ou “smart offices”, com mesas compartilhadas e salas de reunião que seriam reservadas por empregados para uso temporário, por demanda. Desta forma, funcionários que optarem por trabalhar de casa poderiam ir ao escritório esporadicamente de acordo com sua necessidade, sem ociosidade do espaço de trabalho.

(Com Reuters)

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