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Petrobras confirma potencial de poço em Tupi

Potencial é estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo equivalente

A declaração de comercialidade está prevista para 31 de dezembro de 2010, sendo que, até lá, serão perfurados dois poços de delimitação

A Petrobras informou nesta sexta-feira que as reservas da jazida de Tupi, na Bacia de Santos, têm potencial estimado entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo e gás natural. A estatal distribuiu um comunicado confirmando a informação divulgada pela Galp Energia, de que foi comprovado o potencial de petróleo leve e gás natural recuperável nos reservatórios do pré-sal do nono poço do bloco BM-S-11, em águas profundas da Bacia de Santos. A Galp Energia tem uma participação de 10% no consórcio que explora o BM-S-11. A Petrobras, que é a operadora, possui 65% e a BG Group, 25%.

Segundo comunicado da Galp à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM, a CVM de Portugal), o poço comprovou que a acumulação de petróleo se estende até o extremo Sul da área do plano de avaliação de Tupi e também que a espessura do reservatório com petróleo chega a cerca de 128 metros. Isso, de acordo com a empresa, reduz as incertezas das estimativas de volume de hidrocarbonetos da área. De acordo com a Petrobras, o petróleo de Tupi tem “excelente valor comercial”.

A declaração de comercialidade está prevista para 31 de dezembro de 2010, sendo que, até lá, serão perfurados dois poços de delimitação. O novo poço, informalmente conhecido como Tupi SW, foi perfurado em lâmina de água de 2.152 metros, a cerca de 290 km da costa do estado do Rio de Janeiro e a 11 km a Sudoeste do poço Tupi Sul, onde é realizado o teste de longa duração nos reservatórios do pré-sal na Bacia de Santos.

A produtividade dos reservatórios do pré-sal no poço perfurado será avaliada por meio da realização de testes de formação programados para os próximos meses. Confirmando-se as produtividades esperadas, o consórcio do BM-S-11 estudará a instalação, no sul da área de Tupi, de um dos primeiros navios-plataforma padronizados, projetados para operar no pré-sal da Bacia de Santos, informa a Galp. O consórcio dará continuidade às atividades e aos investimentos previstos no Plano de Avaliação aprovado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). Nesta mesma bacia, a Galp Energia detém participações em outros três blocos: BM-S-8 (14% de participação), BM-S-21 (20%) e BM-S-24 (20%).

(Com Agência Estado)