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Petrobras anuncia venda de campos terrestres na Bahia

Medida faz parte do plano de desinvestimentos da empresa, para focar em sua exploração do pré-sal

A Petrobras anunciou nesta segunda-feira, 3, que irá vender a sua participação em dois conjuntos de campos terrestres localizados no estado da Bahia, conhecidos como Polo Recôncavo e Polo Rio Ventura, que incluem as instalações compartilhadas de escoamento e tratamento de produção. A medida faz parte do plano de desinvestimentos da empresa, para focar em sua exploração do pré-sal.

O Polo Recôncavo compreende 14 concessões terrestres: Aratu, Cambacica, Candeias, Cexis, Dom João, Dom João Mar, Guanambi, Ilha de Bimbarra, Mapele, Massui, Pariri, São Domingos, Socorro e Socorro Extensão, com produção total média, em 2018, de cerca de 2,8 mil barris por dia (bpd) de óleo e 588 mil m3/dia de gás. Já o Polo Rio Ventura compreende oito concessões terrestres: Água Grande, Bonsucesso, Fazenda Alto das Pedras, Pedrinhas, Pojuca, Rio Pojuca, Tapiranga, Tapiranga Norte, com produção total média, em 2018, de cerca de 1,5 mil bpd de óleo e 43 mil m3/dia de gás.

A Petrobras é operadora com 100% de participação nas concessões, com exceção de Cambacica e Guanambi (Polo Recôncavo), em que possui participação majoritária de 75% e 80%, respectivamente.

Segundo a Petrobras, “essas operações estão alinhadas à otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os nossos acionistas”, informou em nota. Em 15 dias, a companhia anunciou o início do processo de venda de 27 campos terrestres de petróleo no Espírito Santo, incluindo instalações compartilhadas de escoamento e tratamento de produção; e a venda de mais uma parte de sua participação na BR Distribuidora. O processo será feito por meio de uma oferta pública de ações. Após a venda dessas ações no mercado financeiro, a participação remanescente da Petrobras no capital social da BR será inferior a 50%, comunicou a empresa.

Além disso, após adiamento da sessão na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) retoma nesta quarta-feira, 5, o julgamento do processo que define a validade da venda de 90% da transportadora TAG (Transportadora Associada de Gás), uma subsidiária da Petrobras que opera gasodutos. O negócio com a empresa francesa de energia elétrica Engie, fechado no começo do ano, renderia 8,6 bilhões de dólares (33,9 bilhões de reais) para a petroleira e foi suspenso no dia 27 pelo ministro Edson Fachin.