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Pesquisa aponta que receita da indústria caiu 4% em 2009

Dados do IBGE apontam que por conta da retração da economia na época da crise financeira, as vendas passaram de 2,4 trilhões em 2008 para 2,3 trilhões no ano seguinte

Por Da Redação - 29 jun 2011, 10h44

Um dos setores mais afetados foi a metalurgia

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quarta-feira a Pesquisa Industrial Anual referente a 2009. O levantamento traz um retrato da indústria no ano em que a economia mostrou retração de 0,2% por conta da crise financeira internacional. Com isso, a receita bruta do setor industrial recuou 4%, de 2,4 trilhões de reais em 2008 para 2,3 trilhões de reais em 2009. O número de pessoas contratadas pelas 299 mil empresas em 2009 somou 7,9 milhões, enquanto que os gastos com salários atingiram 240,4 bilhões de reais.

Os segmentos da indústria que mais perderam participação na receita total em relação a 2008 foram os de metalurgia (de 8,4% para 6,7%); fabricação de coque, derivados de petróleo e bicombustíveis (de 12,2% para 11,3%); extração de minerais metálicos (de 3,2% para 2,4%); fabricação de máquinas e equipamentos (de 4,6% para 4,2%); e fabricação de produtos químicos (de 9,6% para 9,4%).

Já as áreas que mais cresceram na mesma base de comparação foram as de produtos alimentícios (de 14,9% para 16,9%); bebidas (de 3,1% para 3,8%); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (de 1,8% para 2,1%); celulose, papel e produtos de papel (de 2,8% para 3%); e produtos de minerais não metálicos (de 2,9% para 3%). Já em relação ao valor de vendas, o produto que mais se destacou foi, novamente, o óleo diesel, com participação de 3,6%.

Ao contrário do que ocorre no setor comercial brasileiro, as empresas industriais que mais têm participação na receita bruta do setor são aquelas com 500 funcionários ou mais, com contribuição de 1,6 trilhão de reais, ou 70% do valor total.

Investimentos – Em relação ao capital investido na indústria em 2009, o setor de coque, de derivados do petróleo e biocombustíveis recebeu o maior aporte, de 45,5 bilhões de reais, frente aos 39,2 bilhões de reais em 2008. Assim, o segmento respondeu por mais de um terço do total.

Relevantes também foram os investimentos em alimentícios, que saíram de 17 bilhões e chegaram a 18,2 bilhões de reais, e em metalurgia, que, mesmo com queda de 12,5 bilhões para 9,5 bilhões de reais, manteve-se entre os maiores.

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