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Percepção do consumidor sobre a economia é a pior desde 2005, diz FGV

Ao todo, 82,7% das famílias apontam que a situação da economia é ruim; outros 12,2% acham que o momento é "normal"

A percepção dos consumidores sobre a situação atual da economia é a pior desde setembro de 2005, quando teve início a série da Sondagem do Consumidor, apurada pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Ao todo, 82,7% das famílias apontam que a situação da economia é ruim. Outros 12,2% acham que o momento é “normal”, o nível mais baixo da última década, apontou a instituição.

O indicador que mede a percepção sobre a situação atual da economia segue uma tendência de queda desde o ano passado, que se aprofundou em 2015. Depois de uma leve alta em maio, o índice voltou a mergulhar nos últimos dois meses. Só em julho, o recuo foi de 10,8% em relação ao mês anterior. Apenas 5,1% dos consumidores avaliam que a situação está boa.

Neste mês, a confiança do consumidor recuou 2,3%, na série com ajuste sazonal, com deterioração tanto nas avaliações sobre a situação atual quanto nas expectativas. Diante do resultado, a confiança fechou o mês em 82 pontos, também o menor nível da série histórica. Na comparação com julho de 2014, a queda foi de 23,1%.

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Comércio – A FGV também divulgou nesta sexta-feira que o Índice de Confiança do Comércio (Icom), que caiu 1% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. Com o resultado, o Icom atingiu 89,8 pontos no período, um novo mínimo histórico na série, iniciada em março de 2010.

“Não há sinalização de melhora da atividade do setor para os próximos meses nos resultados de julho da Sondagem do Comércio. De modo geral, os indicadores se mantêm em patamar historicamente baixo e as expectativas prosseguem piorando, em linha com o contexto de redução no nível de emprego e desaceleração do consumo doméstico”, avalia o economista Silvio Sales, consultor da FGV, em nota oficial.

(Com Estadão Conteúdo)