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Pedidos de auxílio desemprego nos EUA têm menor número desde novembro

Com avanço na vacinação e abertura da economia, dado mostra reação no mercado de trabalho da maior economia do mundo

Por Larissa Quintino Atualizado em 13 mar 2021, 00h58 - Publicado em 11 mar 2021, 12h00

O mercado de trabalho americano está reagindo mais rápido à medida que as vacinações da Covid-19 se aceleraram e os estados abrandaram mais restrições aos negócios. Segundo dados do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, divulgados nesta quinta-feira, 11, os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para o menor nível desde o início de novembro. Na semana terminada em 6 de março, foram 712 mil pedidos de auxílio desemprego, contra 754 mil na semana anterior.

O dado veio melhor que o previsto pelo mercado e mostra a tendência de reação da economia com os avanços na vacinação contra a Covid. Na semana passada, o payroll, indicador que mede a temperatura da situação do emprego nos Estados Unidos, mostrou que 379 mil novas vagas de trabalho foram criadas em fevereiro, crescimento de 128% em relação ao mês anterior.

  • A estimativa é que a recriação de empregos continue a ocorrer e aumente conforme a flexibilização de medidas por lá. Estados como Texas, Mississippi e Wyoming anunciaram recentemente planos para relaxar as regras relacionadas à pandemia, como limites de capacidade para jantares e reuniões, o que pode aumentar as contratações nas próximas semanas. 

    A vacinação do país, que utiliza imunizantes da Pfizer e da Moderna, tem avançado de forma rápida. O número de pessoas que já tomaram as duas doses da vacina chegou a 32 milhões, superando o total de casos registrados até hoje no país, que passa de 29 milhões. Cerca de 60% das pessoas com 65 anos ou mais receberam ao menos uma dose da vacina contra covid-19 nos Estados Unidos, segundo dados dos CDCs (Centros de Controle e Prevenção de Doenças).

    Com mais pessoas vacinadas e menos restrição, a estimativa é que a economia volte a crescer neste ano. Na quarta-feira, a OCDE revisou os dados de crescimento de 3,2% para 6,5% para o PIB americano neste ano. O exemplo americano mostra que, o investimento na imunização é uma política eficaz para o estímulo econômico.

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