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Pedidos de auxílio desemprego nos EUA mostram recuperação lenta e gradual

Números vieram pior que expectativa dos economistas e endossam fala do Fed sobre a política monetária expansionista a longo prazo

Por Luisa Purchio Atualizado em 19 mar 2021, 20h05 - Publicado em 18 mar 2021, 12h51

Em meio à reabertura econômica nos Estados Unidos e o otimismo sobre um crescimento robusto do país devido à alta vacinação da população, um dado decepcionou os mercados na manhã desta quinta-feira, 18. O Departamento de Trabalho dos Estados Unidos divulgou que na semana encerrada no último sábado, 13, o número de pessoas que fizeram pedidos de auxílio desemprego foi de 770 mil. O dado veio bastante acima da expectativa dos economistas, que estimavam apenas 700 mil pedidos. Na semana anterior, 725 mil pessoas haviam solicitado o benefício.

A informação endossa a preocupação do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sobre a lenta recuperação do emprego no país. Em discurso realizado ontem, Powell afirmou que a taxa de juros se manterá próxima a zero até o número de pessoas com um posto de trabalho se aproxime do patamar pré pandemia. Por isso, por lá o desejo é inclusive de um aquecimento maior na economia que aproxime a inflação da média anual de 2% – atualmente ela está em 1,4%, de acordo com o último PCE.

  • A boa notícia é que este impacto sobre as bolsas americanas está sendo neutralizado pela longa perspectiva de uma política monetária expansionista no país. De acordo com o diagrama de pontos dos presidentes dos bancos centrais estaduais dos Estados Unidos, a maioria estima que o juros do país ficará em 0,10% até 2023, o que é altamente benéfico para o mercado de renda variável.

     

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