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Paulo Bernardo afirma desconhecer oferta pela Oi

A acionista Portugal Telecom está de olho nas fatias dos grupos Jereissati e Andrade Gutierrez na empresa

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse nesta segunda-feira desconhecer os planos da Portugal Telecom em assumir o controle da brasileira Oi. No domingo, a companhia portuguesa enviou nota à imprensa negando a negociação. “Se houve alguma coisa, eles têm a obrigação de comunicar ao mercado via Comissão de Valores Mobiliários (CVM)”, limitou-se a comentar o ministro.

Segundo a coluna Radar-Online, de VEJA, os empresários Carlos Jereissati e Sérgio Andrade, dos grupos Jereissati e Andrade Gutierrez, iniciaram negociações para a venda dos suas participações na Oi – de 19,35% cada um – para a Portugal Telecom, que é dona de 12,07% da holding. A coluna informa ainda que o BTG Pactual está intermediando a negociação e que o valor total do acordo pode chegar a 2 bilhões de reais.

As conversas entre os grupos tiveram início em dezembro, em Lisboa, e a proposta dos brasileiros já foi posta na mesa.

Demissão de Valim – Especulações sobre a mudança de controle na Oi ganharam corpo depois que o conselho de administração da Telemar Participações, empresa controladora da Oi, confirmou que o então presidente Francisco Valim Filho deixaria o cargo. A notícia também havia sido antecipada pela coluna Radar.

Valim chegou na Oi há um ano e meio para ocupar o lugar de Luiz Falco, que comandou a integração da empresa com a Brasil Telecom. A união de várias empresas de telecomunicações sobre a marca Oi criou uma gigante que tinha um objetivo claro: a liderança de mercado. A chegada de Valim tinha a intenção de acelerar o crescimento da Oi, que contava com a menor participação entre as quatro maiores empresas de telefonia celular. No entanto, o alto endividamento foi um dos fatores que não permitiram à companhia ganhar mercado.

A Vivo tem a maior participação nesse mercado (29,08%), seguida da Tim (26,87%), Claro (24,92%), Oi (18,81%)

(Com Estadão Conteúdo)