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Partidos gregos têm nesta segunda prazo limite para acordo com UE

"Há duas grandes questões em aberto: mercado de trabalho e bancos. Essas foram deixadas para amanhã", disse porta-voz do governo

Partidos de coalizão da Grécia precisam dizer à União Europeia (UE) nesta segunda-feira se aceitam dolorosos termos de um novo acordo de resgate para evitar um caótico default que poderia ameaçar o futuro do país na zona do euro.

Líderes de política têm de chegar a um acordo sobre problemas pendentes, incluindo uma mudança no mercado de trabalho e um reforço nos bancos domésticos, para garantir o resgate de 130 bilhões de euros (170 bilhões de dólares) de que a Grécia precisa até março. Do contrário, correm o risco de inflamar os nervos da União Europeia sobre o que é visto como incapacidade de implementar reformas.

Um porta-voz do partido socialista disse que líderes de três partidos de coalizão -que podem enfrentar fúria em pesquisas parlamentares no mais tardar em abril- precisam dar uma resposta até às 8h desta segunda-feira (horário de Brasília). Um encontro entre líderes políticos ocorrerá no final do dia.

O primeiro-ministro, Lucas Papademos, um tecnocrata, afirmou após cinco horas de negociações no domingo que os chefes dos partidos haviam concordado com medidas, incluindo cortes de salários e outras reformas, como parte de reduções de despesas equivalentes a 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB).

Mas o porta-voz do Pasok Panos Beglitis disse que algumas importantes questões exigidas pela “troika” -que representa na Grécia a União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e credores do Fundo Monetário Internacional (FMI)- continuam sem solução.

“Há duas grandes questões em aberto: mercado de trabalho e bancos. Essas foram deixadas para amanhã”, disse Beglitis.

(Com agência Reuters)