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Partidos elogiam privatizações anunciadas pelo governo

PSDB e PT divulgam comunicado celebrando PAC das Concessões. Petistas renegam que esta seja uma nova era de privatizações

Em nota divulgada nesta quarta-feira, o presidente nacional do PSDB, o deputado federal Sérgio Guerra cumprimentou a presidente Dilma Rousseff pelo anúncio do pacote de concessões de rodovias e ferrovias que resultará em investimentos da ordem de 133 bilhões de reais no país. “O PSDB sempre colocou os interesses dos brasileiros acima dos interesses partidários. Por isso, cumprimenta a presidente Dilma por ter aderido ao programa de privatizações, há anos desenvolvido pelo partido, como um dos caminhos para acelerar os investimentos em infraestrutura”, informou a nota.

Guerra criticou, contudo, o atraso do PT em levar adiante a entrada da iniciativa privada projetos de infraestrutura do governo afirmou que. “Lamentamos o atraso dessas iniciativas que, a curto prazo, não poderão atenuar o decepcionante crescimento do PIB brasileiro. Porém, reconhecemos que esta mudança de rumo adotada pelo governo significa avanços para o país”, disse.

As concessões anunciadas pelo governo nesta quarta-feira configuram, ainda que a própria presidente negue, uma forma de privatização. A atitude, que tem provocado discussões acaloradas no seio do PT, desde que as concessões de aeroportos foram anunciadas no final de 2011, coloca o partido diante de uma de suas principais críticas ao governo tucano: as privatizações de teles e de rodovias. Durante a campanha eleitoral de 2010, o partido não poupou palavras para desmerecer a entrada de investimento privado em ativos que, segundo os petistas, deveriam ficar com o Estado – ainda que definhassem.

No início da noite, o PT entrou em ação e emitiu um comunicado com palavras elogiosas ao governo. “Trata-se de um programa complementar ao PAC e uma continuação da política implementada durante o governo Lula, baseada no tripé crescimento, estabilidade e inclusão social”, disse Rui Falcão, presidente nacional do partido.

Falcão utilizou o espaço para reproduzir um argumento antigo – o de que o governo não está se desfazendo de patrimônio público para acumular caixa ou reduzir dívida, como, segundo ele, teria ocorrido durante o período tucano. “O governo está, isto sim, realizando parcerias com empresários para ampliar a infraestrutua do país e beneficiar a população, gerar empregos e fortalecer a economia nacional”, disse ele, mostrando não compreender que a entrada de qualquer tipo de capital privado em projetos públicos é, sim, privatização.