Partido de Berlusconi anuncia acordo para reformas exigidas pela UE

Por Da Redação - 25 out 2011, 18h02

O partido Povo da Liberdade (PdL), do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, anunciou nesta terça-feira que obteve um acordo com a legenda aliada Liga Norte (LN), sobre as reformas econômicas que o país deve levar nesta quarta-feira à cúpula europeia de Bruxelas. O secretário político do PdL, Angelino Alfano, indicou que o acordo foi alcançado com “a decisão de responder” às exigências da Europa, superando as divisões internas no Executivo motivadas pela reforma da previdência.

“Hoje também se demonstrou que permanece a relação entre os dois partidos que garantiram estabilidade e reformas ao país”, disse Alfano durante a gravação de um programa de televisão da emissora RAI, depois que se chegou a falar, inclusive, sobre uma possível queda do governo se não houvesse acordo.

“Estamos cientes de todas as dificuldades. A unidade foi possível em torno da decisão de responder à Europa com pontos que têm a ver com as coisas feitas até agora pretendidas para o crescimento econômico”, acrescentou. Após um longo dia de reuniões na residência romana de Berlusconi para destravar as negociações após o impasse de segunda-feira no Conselho de Ministros extraordinário, o secretário político do PdL afirmou que a maioria governista tem a intenção de seguir adiante, mas não deu detalhes do acordo.

“Nós temos um governo com maioria parlamentar decidida a tomar decisões importantes (…), que tem os números e, com esses, a força de fazer coisas importantes”, comentou Alfano, a quem Berlusconi indicou como seu possível sucessor. O ex-ministro da Justiça rejeitou a possibilidade de se formar um governo de transição que substitua o atual, e pediu à oposição que leve ao Parlamento propostas “para o bem da Itália”.

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Segundo informou nesta terça-feira o porta-voz de Berlusconi, Paolo Bonaiuti, o primeiro-ministro da Itália deve apresentar nesta quarta-feira em Bruxelas uma carta de intenções dirigida às autoridades da União Europeia (UE) com as reformas que seu governo pretende realizar.

Este anúncio ocorre no mesmo dia em que Bossi reconheceu que o Executivo corria o risco de cair, diante do impasse interno sobre a reforma da previdência, promovida pelo partido de Berlusconi e que pretendia elevar de 65 para 67 anos a idade de aposentadoria dos italianos.

Além da reforma da previdência, sobre a mesa do governo também há uma minuta do chamado “decreto para o desenvolvimento”, que visa propiciar o crescimento econômico do país, com medidas de caráter fiscal e de incentivos à contratação dos mais jovens.

(Com EFE)

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