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Parlamento francês aprova plano de ajuda de 159 bi de euros à Grécia

Por Joel Saget 8 set 2011, 18h15

A França se converteu nesta quinta-feira, com uma votação no Senado, no primeiro país a ratificar o plano de ajuda europeu à Grécia, que deve trazer alívio ante os temores de recessão na Zona Euro e às inquietações suscitadas pelas dificuldades de Atenas em cumprir com seus compromissos.

O Senado francês adotou na quinta-feira à noite um texto que compreende medidas de rigor orçamentário para 2011 e a aprovação de um plano de ajuda à Grécia, pré-aprovado no dia 21 de julho pelos dirigentes europeus.

Como havia feito a Assembléia Nacional na véspera, o Senado aprovou a garantia do Estado ao segundo plano de ajuda à Grécia, no valor de 159 bilhões de euros.

A França é o primeiro país europeu a validar o plano, num momento em que a saída da Grécia da Zona Euro é mencionada abertamente.

Este plano de ajuda acarretará um aumento do endividamento da França em 15 bilhões de euros até 2014.

Como esperado, a bancada majoritária de centro-direita votou a favor do plano, os socialistas se abstiveram e os comunistas votaram contra.

A França espera assim enviar um sinal positivo aos mercados, desestabilizados pela crise na Zona Euro e inseguros em relação às repercussões da crise nos bancos europeus expostos às dívidas soberanas.

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Contudo, o plano de ajuda à Grécia não entrará em vigor antes do início do próximo ano, já que vários dos 17 países da Zona Euro não planejam ratificá-lo nos próximos meses.

Trata-se do segundo plano de resgate à Grécia, após um primeiro socorro de 110 bilhões, que foi desbloqueado no ano passado.

Apesar da votação francesa, a Grécia, afetada por uma terrível recessão, vê reduzidas suas margens de manobra para reformas, e inspira cada vez menos confiança a seus sócios e aos mercados, que duvidam de sua capacidade para evitar a falência.

O ministro alemão de Finanças, Wolfgang Schäuble, julgou como sendo “muito prematuro” concretizar o segundo plano de ajuda à Grécia enquanto este país não cumprir com as condições para pagar em sua integridade a primeira ajuda acordada em 2010.

O ministro holandês de Finanças Jan Kees de Jager contemplou inclusive a saída da Zona Euro dos países que, como Grécia, não conseguiram respeitar as disciplinas.

“Se um país não deseja satisfazer as exigências da Zona Euro, então não tem outra opção além de sair dela”, afirmou.

Nesta quinta-feira, o vice-presidente da Comissão Europeia, Joaquín Almunia, criticou a Alemanha, Holanda, Finlândia e Áustria por não se disporem a fazer um “esforço adicional” para ajudar os países da Zona Euro com problemas financeiros que precisam ajustar suas finanças.

Almunia afirmou que expulsar da Zona Euro um país membro é uma opção “fora de cogitação”, disse ele durante um almoço organizado pela Câmara de Comércio Espanha-Estados Unidos no Club Harvard, em Nova York.

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