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Para Tombini, economia mundial crescerá menos

Por Da Redação 5 jun 2012, 16h43

Por Anne Warth, Eduardo Cucolo e Fernando Nakagawa

Brasília – O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, afirmou nesta terça-feira, emaudiência pública na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalizaçãona Câmara dos Deputados, que houve forte revisão das perspectivas para o crescimento da economia internacional desde meados do ano passado. Segundo ele, o cenário internacional se caracteriza por baixo crescimento e ampla liquidez devido às respostas que os países têm dado para restabelecer um crescimento em bases mais fortes.

Tombini disse que, na Europa, depois de um período de alívio no fim do ano passado e início deste ano, houve uma recaída, de forma que o refinanciamento da dívida soberana e a questão bancária voltaram ao centro das atenções. Já os Estados Unidos, depois de um crescimento surpreendente no início do ano, apresenta perspectiva de crescimento moderado nos próximos meses. Em relação à China, ele acredita que apesar da desaceleração, o pais tem condições de conduzir o processo de pouso suave de sua economia.

Esse cenário vem gerando uma revisão das perspectivas de crescimento mundial desde agosto de 2011. Segundo ele, a expectativa de crescimento médio da economia internacional foi revista para 2,3% neste ano, ante projeção anterior de pouco mais de 3%.

Em relação ao Brasil, o presidente do BC afirmou que há diversos fatores que sustentam a demanda interna do País. Ele citou como exemplo o desemprego, que continua em níveis historicamente baixos. A economia, segundo o presidente do BC, continua a gerar empregos, a renda permanece em ascensão, a massa continua em expansão e o crédito, apesar de moderado, continua a crescer.

Segundo Tombini, tudo isso indica que a economia vai se sustentar ao longo do ano. Para ele, as condições de demanda permanecem estimuladas e o crescimento deve acelerar. “O BC já reconheceu que a economia vinha em ritmo mais lento, mas vai ganhar velocidade ao longo de 2012”, afirmou, destacando que já há sinais de expansão maior da economia no trimestre atual em relação ao anterior. “Já estamos sentindo maior ritmo da atividade no segundo trimestre quando comparado ao primeiro.”

Inflação – Ele afirmou ainda que o recuo da inflação assegura a sustentabilidade do rendimento médio dos trabalhadores. Em sua avaliação, a evolução dos preços ao consumidor vem recuando de forma consistente desde setembro de 2011, após registrar um pico.

A expectativa do BC, segundo ele, é que o IPCA registre em maio uma variação menor que a de abril, quando chegou a 0,64%. “Imaginamos que, em 12 meses, a inflação continuará recuando”, disse.

O presidente do BC disse ainda que a expectativa de inflação do mercado também está em processo de convergência para o centro da meta. Ele lembrou que a NTN-B sinaliza para 2012 uma expectativa de inflação ligeiramente abaixo de 4,5%. Para 2013, a expectativa é de 5,5%, mas também está convergindo, afirmou Tombini.

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