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Para Pão de Açúcar, fusão com Casas Bahia é irreversível

Após declarações da família Klein sobre controvérsia na constituição da ViaVarejo, Pão de Açúcar diz que operação não pode ser desfeita nem alterada

Por Da Redação - 16 out 2012, 21h15

O Grupo Pão de Açúcar informou nesta terça-feira, em comunicado, que a associação que criou a rede de eletrodomésticos Viavarejo é “irretratável” do ponto de vista legal. A empresa enviou o comunicado ao mercado após declarações veiculadas na imprensa pela família Klein e assessores.

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Família Klein quer rever fusão com Pão de Açúcar

Um novo capítulo do conflito entre a família Klein e o Pão de Açúcar teve início na última sexta-feira, quando os fundadores das Casas Bahia enviaram carta pedindo nova conversa para rever as condições de sua fusão com o Grupo Pão de Açúcar. A transação deu origem à Viavarejo. As duas partes travam batalha desde 2009, quando decidiram se associar.

Segundo comunicado do Pão de Açúcar, a associação que criou a Viavarejo é “irretratável do ponto de vista legal”. O grupo sustenta que essa irrevogabilidade estende-se tanto à sua existência como às características de controle. “Qualquer especulação em sentido contrário é nociva aos interesses tanto da CBD (nome oficial do grupo) quanto da Viavarejo, ambas companhias abertas”.

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Os Klein, em seu segundo questionamento em pouco mais de dois anos, apontam erros e inconsistências nas demonstrações da Globex – a rede Pontofrio, que pertence ao Pão de Açúcar – capazes de alterar a relação de troca de ações das empresas. De acordo com levantamento da KPMG, contratada pelo conselho da Viavarejo, alguns itens poderiam até inverter a composição acionária, tornando os antigos donos das Casas Bahia controladores.

No comunicado, o diretor de Relações com Investidores do Pão de Açúcar, Vitor Fagá de Almeida, argumenta que não há qualquer menção a inconsistências ou erros nas demonstrações financeiras da Globex. “Neste sentido, o uso de informações preliminares, descontextualizadas, assim como qualquer conclusão ou especulação a seu respeito, é inconsequente, precipitado, distorcido e danoso”, diz o diretor de RI.

O advogado da família Klein, Ivo Waisberg, não confirma a hipótese de inversão da composição acionária, mas afirma que a situação precisa ser rediscutida. “Existe um problema que pode ser relevante e a gente precisa apurar. Por isso, enviamos uma notificação para abrir negociações sobre as eventuais inconsistências no balanço da Globex usado na transação”, disse Waisberg ao jornal O Estado de S. Paulo, nesta segunda-feira.

O Pão de Açúcar diz ainda que já notificou a família Klein de seu posicionamento. A empresa acrescenta que “trata o assunto com a máxima atenção e seriedade” e que adotará medidas cabíveis, bem como decisões pertinentes, com base em informações consolidadas, no foro e no momento mais adequados.

Caso não entrem em acordo no prazo de 30 dias, os empresários Samuel e Michael Klein ameaçaram entrar com pedido de arbitragem.

(com Agência Estado)

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