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Para onde devem ir os juros dos EUA após o início da guerra russa

Na tentativa de acalmar investidores, Jerome Powell fez uma antecipação inédita sobre os rumos do banco central americano

Por Luisa Purchio 3 mar 2022, 18h14

Ainda que a guerra entre a Rússia e a Ucrânia tenha colocado novos parâmetros nas finanças internacionais, os juros americanos continuam sendo um dos itens mais importantes para definir os rumos da economia global, graças a sua influência no rumo dos investimentos, bem como a força do dólar. Em depoimento ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara americana na quarta-feira, 2, o presidente do Federal Reserve Bank, Jerome Powell, tranquilizou os investidores ao sinalizar para onde vai a taxa básica de juros do país na próxima reunião, em março.

“Estou inclinado a propor e apoiar um aumento de 25 pontos-base na taxa”, disse ele, não excluindo que o órgão pode ser mais agressivo caso a inflação não ceda. “Na medida em que a inflação vier mais alta ou for mais persistentemente alta do que isso, estaremos preparados para agir de forma mais agressiva, aumentando a taxa de fundos federais em mais de 25 pontos base em uma reunião ou reuniões.”

O sempre discreto e misterioso Powell – como costumam ser os presidentes dos bancos centrais sobre os rumos da política monetária – fez uma antecipação inédita sobre seu posicionamento na próxima reunião do Comitê de Política Monetária americano (FOMC, na sigla em inglês). A motivação certamente foi reduzir as incertezas que o conflito geopolítico gerou em todo o mundo, com a disparada dos preços do petróleo.

Ainda assim, Powell afirmou que se mantém incerto o patamar do final do ciclo da alta da taxa de juros, para que se possa chegar ao nível neutro. “Falamos em chegar ao neutro, que é uma taxa neutra que ficaria entre 2% e 2,5%. Pode ser que precisemos ir além disso. Nós simplesmente não sabemos.”

Preocupações com a inflação

O principal gatilho da alta de preços que está levando diversas economias a elevarem a sua taxa de juros, entre elas os Estados Unidos e a União Europeia, é justamente o petróleo, que antes da invasão da Ucrânia pela Rússia já alcançava picos de preço, ultrapassando os 90 dólares o barril.

A pressão da demanda sobre a oferta do produto, que foi reduzida ao longo da pandemia da Covid-19, ficou ainda maior com a crise na Rússia, uma importante fornecedora da commodity. O barril do petróleo já passa dos 110 dólares, o que certamente gerará um efeito cascata em diversos itens da economia, provocando ainda mais inflação. Outros produtos também estão com os preços pressionados, como gás natural e trigo.

O nível de emprego nos Estados Unidos, por sua vez, outro importante fator de condução dos estímulos monetários, continua cada vez melhor. Nesta quinta-feira, 3, o Departamento do Trabalho divulgou que os pedidos de seguro-desemprego somaram 215 mil, abaixo dos números da semana anterior e da expectativa dos analistas de mercado.

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