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Para OMC, peso dos emergentes no comércio mundial aumenta

De acordo com o órgão, as exportações das economias em desenvolvimento passaram de mais de um terço do total mundial. Tendência deve se manter

Por Da Redação 18 jul 2013, 18h37

A proporção dos países emergentes atuantes no comércio mundial continua aumentando e deve manter essa tendência, informou nesta quinta-feira a Organização Mundial do Comércio (OMC). “O mundo evolui rapidamente, portanto, o mundo do comércio também evolui rapidamente”, declarou Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, por meio do relatório anual do órgão sobre o comércio mundial.

Segundo o estudo, entre 1980 e 2011, as exportações das economias em desenvolvimento passaram de pouco mais de um terço do total mundial para quase 50%. As importações seguiram uma tendência similar, destacou o relatório. “As economias emergentes são os principais atores”, observou Danny Quah, professor da London School of Economics, durante a publicação do relatório. “O centro da economia mundial esteve durante 200 anos no meio do Atlântico. O avanço do leste fez o centro da economia mundial se mover”, acrescentou.

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Os especialistas da OMC preveem que o crescimento das exportações e do Produto Interno Bruto (PIB) dos países em desenvolvimento será entre duas e três vezes mais rápido que o dos países desenvolvidos até 2035. Para estabelecer estas previsões, os especialistas se baseiam em vários critérios, como o crescimento da classe média nos países emergentes ou o aumento do comércio sul-sul, assim como a redução do custo dos transportes e das comunicações obtido pelos avanços das tecnologias.

Sobre os países industrializados, o relatório destaca a importância que pode ter o desenvolvimento da exploração e a produção de gás de xisto nos Estados Unidos em um momento em que a demanda de energia dos países em desenvolvimento aumenta e favorece a concorrência neste mercado. “A revolução do gás de xisto deixa entrever mudanças espetaculares na produção e no comércio de energia, se a América do Norte alcançar sua autonomia a nível energético”, disse Quah.

(com Agência France-Presse)

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