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Para Fitch, protestos forçam Brasil a otimizar gastos

As manifestações devem impulsionar reformas estruturais e renegociação com a administração federal

Os recentes protestos no Brasil devem pressionar os governos locais a buscar reformas estruturais e também a renegociar dívidas com a administração federal. A avaliação consta no relatório distribuído nesta sexta-feira pela agência de classificação de risco Fitch. “A Fitch observa, porém, que medidas imediatas relacionadas a refinanciamento de dívida são improváveis”, diz a agência no texto.

A Fitch afirma que a redução nas tarifas do transporte coletivo vai forçar os governos a fortalecerem suas posições orçamentárias, otimizando gastos. Dentre as discussões federativas mais importantes em curso, a Fitch destaca a reforma do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), novas regras para o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e a flexibilidade das condições da dívida junto ao governo federal.

A Fitch atualmente atribui ratings a cinco estados brasileiros, inclusive São Paulo, classificado como BBB. A agência aponta que a União é o principal credor dos governos estaduais, respondendo por aproximadamente 75% do saldo devedor. “Após o cancelamento generalizado de aumentos das tarifas de transporte, as manifestações públicas buscam agora pressionar, em níveis federal, estadual e municipal, por melhoras nos serviços públicos, independente da orientação política dos governos”, aponta o relatório.

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(com Estadão Conteúdo)