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Para especialista, CDB será o melhor investimento de 2011

Por Da Redação 3 jan 2011, 07h41

Começar a investir no novo ano é uma boa alternativa para quem quer incrementar os valores poupados. Com a entrada da nova equipe econômica no governo federal, ocorrerão algumas mudanças no cenário macroeconômico nacional. Os ânimos mais amenos no mercado internacional também trarão movimentos importantes que podem impactar nas aplicações.

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Especialistas pontuam como muito relevante a quase certa alta na taxa básica de juros (Selic) no novo ano. “A expectativa é de que o governo dê um tranco na economia”, comenta Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper (antigo Ibmec São Paulo). O objetivo principal da alta no juro é o controle da inflação.

Por outro lado, o aumento do déficit em conta corrente nacional poderá desvalorizar o real diante do dólar, o que torna os investimentos em câmbio mais atrativos. Além disso, há todo o pacote pré-sal, Copa do Mundo e Olimpíada, que devem movimentar com mais força o mercado em 2011.

Aplicações – Rodrigo Caparica, diretor do Banco Prosper, aposta que o CDB será o melhor investimento em 2011. Ele explica que os bancos precisarão captar mais dinheiro por meio do CDB neste ano por causa do menor nível dos compulsórios. “Então, os bancos terão de pagar mais rentabilidade para atrair novos investidores aos CDBs”, comenta. Esse movimento, no entanto, deve ser notado a partir do segundo trimestre do ano. Ele sugere que o investidor procure CDBs pós-fixados, já que há tendência de aumento nos juros.

Se a inflação continuar subindo e as medidas de aperto monetário não surtirem efeito, a caderneta de poupança não é o investimento mais recomendado para o novo ano. “Sempre acho a poupança um bom negócio para quem está iniciando o processo de guardar dinheiro”, pondera Rocha, do Insper. O educador financeiro Mauro Calil salienta que se a inflação subir acima dos 4,5%, fundos de renda fixa tornam-se mais atrativos que a poupança.

Já os títulos do Tesouro Direto têm sido cada vez mais recomendados por especialistas em investimentos. “São uma boa alternativa em substituição à poupança, por exemplo”, sugere Fábio Colombo, administrador de investimentos. Ele salienta, no entanto, que é preciso ter atenção aos prazos dos títulos.

Quando o assunto é fundo multimercado, os especialistas em investimento sempre fazem ressalvas. Para Rocha, do Insper, há muitas incertezas nessa modalidade. “Acaba sendo interessante só para quem quer ir à Bolsa, mas não tem tempo de selecionar as melhores ações”, detalha.

(Com Agência Estado)

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