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Para Dilma, política monetária tem margem de manobra

BRASÍLIA (Reuters) – A presidente Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira que a inflação está sob controle e que a política monetária adotada pelo governo federal permite margem de manobra.

“A inflação está sob controle e avançamos ainda mais em nosso esforço de consolidação fiscal com uma política monetária que permite margem de manobra em relação aos juros”, disse a presidente em discurso durante almoço de confraternização com oficiais-generais do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

No discurso, em que Dilma fez aos militares um balanço de seu primeiro ano de governo, a presidente previu que o país terá crescimento econômico acompanhado de estabilidade.

“Temos atraído volumes recordes de investimentos diretos externos e nossas reservas internacionais ultrapassam os 350 bilhões de dólares. Temos também um colchão de liquidez sobre a forma de depósitos compulsórios no Banco Central da ordem de 430 bilhões de reais”, acrescentou.

Dilma mencionou também o que chamou de “conquistas sociais” de seu primeiro ano de governo e destacou o papel das Forças Armadas no futuro do país.

“As nossas Forças Armadas serão parcerias inestimadas na construção deste novo Brasil. Um Brasil forte, profissionalizado, com capacidade de criar e construir ciência, tecnologia e inovação exige Forças Armadas fortes e capazes de construir este país”, disse.

DESCOMPASSO

Tanto a presidente como o ministro da Defesa, Celso Amorim, que estava presente no almoço, reafirmaram a necessidade de fortalecer as Forças Armadas.

“No novo Brasil que estamos construindo, as Forças Armadas serão cada vez maisexigidas. Seguiremos com os projetos de renovação dos equipamentos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica”, declarou a presidente à plateia de oficiais-generais.

Amorim afirmou que há um “descompasso” entre a crescente influência brasileira no plano internacional e a capacidade do país de “respaldá-la no plano da defesa”.

Dilma e o ministro ressaltaram a importância de fortalecer a indústria nacional de defesa como uma forma de reequipar e reforçar a atuação na área.

“É preciso dedicar esforços ao fortalecimento da indústria da defesa, à ampliação da autonomia tecnológica das Forças Armadas e à criação de mecanismos de financiamento e de investimento em defesa que sejam previsíveis e contínuos”, disse o ministro.

“Mesmo um país como o Brasil não pode ser confundido com um país desarmado e indefeso”, disse Amorim.

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)