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Para CPFL, racionamento de energia está descartado

Presidente do grupo diz que não há razão para pânico e defende a posição do governo de ter um sistema de térmicas complementar

Por Da Redação - 8 jan 2013, 11h13

O presidente do grupo CPFL Energia, Wilson Ferreira Junior, avaliou, nesta terça-feira, que o risco de um racionamento de energia está fora do radar neste momento. “Não há razão para pânico com apagão”, disse, ao chegar ao Ministério da Fazenda, em Brasília. Segundo ele, o temor deve ser colocado de lado, porque o verão começou há pouco tempo e há previsão de chuvas até abril.

De acordo com o executivo, o governo está certo ao promover o uso de térmicas, o que evita a possibilidade de falta de energia no Brasil. Ferreira Junior ressaltou que a capacidade de geração térmica no país é hoje quatro vezes maior que a existente na época do apagão, em 2001.

Ele lembrou que, quando há o uso maior de térmicas, é previsto um aumento de preço das tarifas, mas lembrou que esse reajuste só deve ocorrer nos aniversários das correções, como é feito usualmente e, por isso, não terá impacto imediato na conta de luz. “Se houver aumento do custo, será provisório”, previu Ferreira Junior.

Para ele, um possível aumento dos custos de energia por conta do maior uso de termelétricas não inviabilizará a redução das tarifas de energia elétrica anunciadas pelo governo. “Temos de reconhecer que o sistema hoje é mais robusto do que no passado, e o uso de termelétricas era para acontecer mesmo”, afirmou.

O executivo considerou que, para anular o efeito da diminuição do preço da tarifa, teria que existir a garantia de que não irá chover mais este ano e que apenas termelétricas seriam usadas para a geração de energia. Ferreira Junior acrescentou que quando os reservatórios voltarem a encher, as hidrelétricas voltarão a ser usadas automaticamente.

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O presidente da CPFL evitou adiantar se o grupo fará captação externa no curto prazo. Tanto a CPFL quanto a Equatorial têm recursos em caixa, segundo Ferreira Junior, que disse que as companhias vão avaliar no futuro qual a melhor estrutura financeira para obter funding da operação de compra dos ativos do Grupo Rede. CPFL e Equatorial planejam concluir a operação antes dos prazos legais estabelecidos no processo de recuperação judicial, que é junho deste ano.

Sobre a queda nos últimos dias das ações da companhia, Ferreira Junior minimizou, salientou que “o mercado sobe e desce”. “Não tenho como explicar essa queda a não ser o fato de que tem mais gente querendo vender do que comprar”, afirmou.

(com Estadão Conteúdo)

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