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Para coibir fraudes, China leva executivos à dura vida na prisão

País enfrenta número crescente de escândalos financeiros, como uma pirâmide de investimento descoberta em fevereiro que somava 7,6 bilhões de dólares

Por Da redação Atualizado em 12 jul 2016, 17h13 - Publicado em 12 jul 2016, 17h08

A associação de finanças online de Xangai decidiu mostrar a seus integrantes, na prática, que o crime não compensa – e levou o grupo a uma prisão chinesa para mostrar como é a vida atrás das grades nesta terça-feira. A visita é parte de um esforço para combater o crime em um setor abalado por escândalos recentes.

Cerca de 50 representantes corporativos ouviram histórias de arrependimento contadas por criminosos financeiros presos em uma excursão de um dia à prisão de Xangai Qingpu. O grupo foi escoltado pelo vice-secretário-geral da entidade e guardas da prisão.

“Depois de verem antigos colegas de indústria trancados na prisão por cruzarem a linha da ética, todos os participantes disseram que aprenderam uma dura lição”, afirmou a associação em seu site.

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Os casos de fraude têm crescido na pouco regulada indústria chinesa de finanças online. Um dos casos de maior destaque foi descoberto em fevereiro: um esquema Ponzi (investimento em pirâmide) de 7,6 bilhões de dólares da financeira Ezubao, que enganou mais de 900.000 investidores, segundo a imprensa estatal.

(Com Reuters)

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