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Para BRF, adiamento de decisão do Cade é positivo

Empresa acredita que terá mais tempo para encontrar uma solução negociada para a concentração de mercado da fusão entre Sadia e Perdigão

Por Da Redação - 15 jun 2011, 12h46

Após voto do relator pela reprovação da fusão, BRF quer encontrar solução pacífica

O vice-presidente de Assuntos Corporativos da BRF – Brasil Foods, Wilson Mello, afirmou nesta quarta-feira que o adiamento do julgamento da fusão entre Sadia e Perdigão, no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), foi positivo, porque a empresa terá mais tempo para tentar demonstrar aos conselheiros que pode existir uma solução negociada. “O que sempre buscamos junto ao Cade foi uma solução de consenso que pacifique a questão”, disse.

Mello afirmou que “o momento é de ter calma, conversar com os conselheiros que não tiveram tempo de analisar corretamente o processo, entender as preocupações e atendê-los da melhor forma possível”. Questionado sobre uma eventual reprovação da operação, o executivo declarou que a BRF teve a preocupação em respeitar o Acordo de Preservação de Reversibilidade da Operação (Apro). “Do ponto de vista do que foi assinado com o Cade, temos convicção de que cumprimos todos os deveres e os itens que nos foram solicitados.”

Quanto ao que entraria nesse novo acordo com o Cade, Mello afirmou ser prematuro falar sobre os itens. “O que temos de fazer é identificar os problemas para achar os remédios necessários”, afirmou.

O executivo disse que pode levar em consideração algumas alternativas apresentadas pelo relatório da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), mas frisou que não é o único documento em que se pode apoiar. “Mais do que discutir o voto (pela reprovação do negócio) do relator lido na semana passada, é preciso discutir a oportunidade que ficou aberta com o adiamento do julgamento, para encontrar uma solução pacífica”, acrescentou.

Mello afirmou ainda que todos os argumentos já foram colocados no processo e não há necessidade de criar outros para convencer o Cade a aprovar a operação. “A empresa está de coração aberto para achar uma solução negociada”, disse.

Na manhã desta quarta-feira, o conselheiro Ricardo Ruiz adiou o julgamento da fusão entre Sadia e Perdigão. Segundo ele, o adiamento se dá a pedido das empresas. A expectativa é de que as companhias apresentem nova proposta de acordo.

(Com Agência Estado)

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