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Para Abeiva, Mantega foi indelicado ao comentar sobre IPI

O ministro da Fazenda havia chamado os importadores de "aventureiros"

Por Beatriz Ferrari 27 set 2011, 17h58

“São mais de 1.000 empresários brasileiros, que empregam cerca de 40 mil trabalhadores brasileiros. (…) Isso não é aventura”, diz Gandini

O presidente da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotoras (Abeiva), José Luiz Gandini, afirmou nesta terça-feira que julgou indelicado o comentário do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a medida que aumenta o IPI para carros importados.

Mantega havia dito em entrevista ao telejornal Bom Dia Brasil que o Brasil não pode deixar que o mercado de automóveis nacional “seja abocanhado por aventureiros que vem de fora”. Em nota enviada à imprensa, Gandini rebateu: “Nosso segmento é constituído hoje por mais de 800 concessionárias, a caminho de se completar mais de 1.000 revendas até o final do ano. São, portanto, mais de 1.000 empresários brasileiros, que empregam cerca de 40 mil trabalhadores brasileiros. As 27 marcas importadoras e suas respectivas redes autorizadas recolhem neste ano em torno de 6 bilhões de reais aos cofres públicos em impostos, além dos valores já recolhidos nos 20 anos transcorridos desde a abertura das importações do setor automotivo. Isso não é aventura.”

O presidente da entidade ressaltou ainda que toda a imprensa e os consumidores brasileiros já manifestaram suas posições contrárias ao Decreto nº 7.567, que discrimina e majora os preços finais dos veículos importdos entre 25% e 28%. “É incompreensível que somente o governo não tenha percebido isso, em favor da indústria local, mais uma vez beneficiada por medidas protecionistas e nocivas ao país”, concluiu.

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