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Papademos pede que direita grega se comprometa por escrito com reformas

O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, insistiu nesta segunda-feira que seus aliados de governo cumprirão com as exigências da União Europeia (UE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) e se comprometerão por escrito com a aplicação das medidas de rigor impostas em troca de um novo resgate.

Os ministros das Finanças dos países da Eurozona pediram compromissos por escrito ao governo grego de união nacional para assegurarem o cumprimento das medidas de austeridade e as reformas estruturais exigidas. Estas são as condições para a aplicação de um segundo plano de resgate da Grécia e, em curto prazo, para o pagamento de um parcela da ajuda de 8 bilhões de euros até meados de dezembro.

“Não há dúvidas de que o novo governo oferecerá este compromisso por escrito”, disse Papademos em uma coletiva de imprensa, após se reunir em Bruxelas com o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durao Barroso.

Este compromisso “é necessário para eliminar as incertezas e as ambiguidades sobre as ações futuras”, ressaltou.

“Para que a UE e o FMI apoiem a Grécia, é preciso ter certeza de que o esforço será mantido no longo prazo, que não valerá apenas para um futuro imediato e deste governo, mas também aos governos futuros”, insistiu por sua vez, Barroso.

O partido ultradireitista Laos, membro da coalizão governamental grega, retirou no domingo suas objeções sobre este compromisso escrito.

Contudo, Antonis Samaras, líder do partido conservador Nova Democracia, negou-se a assinar este compromisso por escrito. Segundo ele, a participação de sua formação no governo de Papademos já é suficiente.