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PANORAMA3-Exterior cai com Europa e EUA; Bovespa bate recorde

SÃO PAULO, 13 Jun (Reuters) – Após operarem sem tendência definida na maior parte do dia, as principais bolsas internacionais fecharam em queda nesta quarta-feira, com manutenção de temores pelo agravamento na crise na Europa e dados dos Estados Unidos, enquanto no Brasil, o dólar e a Bovespa -esta com volume recorde- encerraram descolados do movimento externo.

Após o fechamento dos mercados, a agência de classificação de riscos Moody’s informou que havia cortado o rating da Espanha em três degraus, de “A3” para “Baa3”, aprovando que o recente plano da zona do euro aprovado para ajudar os bancos do país irá aumentar o problema da sua dívida. A notícia pode ser repercutida pelos mercados no dia seguinte

Nos EUA, os três principais indicadores acionários elevaram suas perdas perto do fechamento da sessão, flertando com quedas de 1 por cento no dia. Antes, a maioria das bolsas europeias já havia encerrado em baixa, também com sessão com baixo volume e volátil.

O Departamento do Trabalho norte-americano informou pela manhã que os preços ao produtor caíram fortemente em maio, em um sinal de menores pressões inflacionárias que podem dar ao Federal Reserve (banco central norte-americano) mais espaço para ajudar a economia se o crescimento enfraquecer.

Ainda nos EUA, o Departamento do Comércio reportou que as vendas no varejo caíram pelo segundo mês seguido em maio, em linha com a expectativa dos analistas.

Na zona do euro, persistem temores com relação à situação do setor bancário na Espanha, após autoridades aceitarem emprestar até 100 bilhões de euros (125 bilhões de dólares) ao país para recapitalizar instituições financeiras em dificuldades.

Enquanto isso, na Grécia aumenta a expectativa e os temores sobre as eleições do próximo fim de semana, após um primeiro pleito inconclusivo para a formação de governo no país. Está em jogo a permanência do país na zona do euro, além da manutenção das condições referentes ao plano de resgate internacional.

No Brasil, o Ibovespa e o dólar foram na contramão do movimento exterior. O principal índice da Bovespa avançou e registrou volume recorde, com investidores ajustando posições para os vencimentos de Ibovespa futuro e de opções.

O dólar também registrou alta, na segunda sessão seguida sem atuação do BC por meio de leilão de swaps. No exterior, a moeda norte-americana, por sua vez, perdeu terreno frente ao euroe a uma cesta de divisas.

Pela manhã, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) informou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo subiu 0,28 por cento na primeira quadrissemana de junho, ante alta de 0,35 por cento na quarta quadrissemana de maio.

O BC, por sua vez, reportou que junho começou com fluxo cambial -entrada e saída de moeda estrangeira do país- positivo em 843 milhões de dólares até o dia 8, após o registro ter sido negativo em 2,691 bilhões de dólares no mês anterior.

AGENDA

A quinta-feira prevê a divulgação, no âmbito doméstico, de dados sobre as vendas no varejo em abril, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com expectativa de analistas de alta de 1,4 por cento frente ao mês anterior.

No exterior, o destaque fica por conta dos EUA, com o anúncio dos preços ao consumidor referentes a maio e do auxílio desemprego semanal.

Na Europa, a expectativa recai sobre os preços ao consumidor de maio na zona da moeda única e os preços no atacado na Alemanha, também relativos ao mês anterior.

Enquanto isso, o Japão prevê o anúncio do volume de sua produção industrial em abril.

Veja como fecharam os principais mercados financeiros nesta quarta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 2,0717 reais, em alta de 0,32 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subiu 1,09 por cento, para 55.650 pontos. O volume financeiro ficou em 35,78 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caiu 0,28 por cento, a 26.610 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

No call das 16h, o DI janeiro de 2014 estava em 8,000 por cento ao ano, ante 8,0400 por cento no ajuste anterior.

EURO

Às 18h45 (Brasília), a moeda comum europeia era cotada a 1,2566 dólar, ante 1,2512 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 129,375 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,464 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil subia 2 pontos, para 218 pontos-básicos. O EMBI+ caía 2 pontos, a 380 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,62 por cento, a 12.496 pontos, o S&P 500 registrou desvalorização de 0,70 por cento, a 1.314 pontos, e o Nasdaq caiu 0,86 por cento, aos 2.818 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto recuou 0,70 dólar, ou 0,84 por cento, a 82,62 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,5595 por cento, frente a 1,664 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código ).(Por Frederico Rosas; Edição de Patrícia Duarte)