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PANORAMA3-DIs disparam após ata do Copom; dólar e Ibovespa caem

SÃO PAULO, 15 Mar (Reuters) – A afirmação do Banco Central de que a taxa básica Selic deve se estabilizar acima da mínima histórica provocou uma disparada nas projeções de juros nesta quinta-feira, ao mesmo tempo que pressionou o dólar e o Ibovespa para baixo. No exterior, novos dados sinalizando melhora na economia norte-americana levaram o índice de ações S&P 500 para a máxima desde 2008.

“O Copom atribui elevada probabilidade à concretização de um cenário que contempla a taxa Selic se deslocando para patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizando”, informou o BC no parágrafo 35 da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), quando o colegiado acelerou o passo e reduziu o juro básico em 0,75 ponto percentual, para 9,75 por cento ao ano.

Foi o suficiente para investidores realizarem um forte ajuste, em meio a avaliações de que o atual ciclo de afrouxamento monetário não deve ser tão intenso quanto o inicialmente antecipado pelo mercado.

As perspectivas de que a Selic não caia tanto influenciaram inclusive o mercado de câmbio, com o dólar fechando em queda ante o real e levando o BC a atuar por meio de dois leilões de compra de moeda no segmento à vista.

No caso do Ibovespa, os setores bancário e de construção -que se beneficiam de juros mais baixos- foram os mais afetados, ditando queda à bolsa brasileira.

O mercado acionário local foi na contramão de seus pares norte-americanos, com investidores otimistas após dados sugerirem contínua melhora no mercado de trabalho dos Estados Unidos. O índice S&P 500 da Bolsa de Valores de Nova York fechou acima dos 1.400 pontos pela primeira vez desde junho de 2008, antes do estouro da crise financeira global.

Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram na semana passada, voltando ao menor nível em quatro anos.

A agenda internacional na sexta-feira traz números sobre preços ao consumidor e de produção industrial nos EUA, ambos de fevereiro, bem como a confiança do consumidor do país referente a março.

Na Europa, destaque para a balança comercial de janeiro, enquanto no Brasil a pauta reserva o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da segunda quadrissemana do mês.

Veja como ficaram os principais mercados financeiros nesta quinta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou a 1,8038 real, em queda de 0,18 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa caiu 0,74 por cento, para 67.749 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 7,12 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros subiu 0,23 por cento, a 34.407 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

No call das 16h, o DI janeiro de 2014 estava em 9,560 por cento ao ano, ante 9,390 por cento no ajuste anterior.

EURO

Às 18h54, a moeda comum europeia era cotada a 1,3078 dólar, ante 1,3027 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 132,313 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,280 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil mostrava estabilidade em 167 pontos-básicos. O EMBI+ subia 2 pontos, a 300 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,44 por cento, a 13.252 pontos, o S&P 500 registrou valorização de 0,60 por cento, a 1.402 pontos, e o Nasdaq ganhou 0,51 por cento, aos 3.056 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto fechou em queda de 0,32 dólar, ou 0,30 por cento, a 105,11 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, mostrava estabilidade, oferecendo rendimento de 2,279 por cento, frente a 2,274 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Por José de Castro; Edição de Cesar Bianconi)