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PANORAMA3-Bolsas aceleram alta após acordo sobre fundo europeu

Por Da Redação - 18 out 2011, 17h59

BRASÍLIA, 18 de outubro (Reuters) – Investidores voltaram às compras de ações nesta terça-feira, especialmente perto do fechamento, após notícias de que França e Alemanha teriam chegado a um acordo para impulsionar o fundo de resgate da zona do euro (EFSF, na sigla em inglês).

Segundo o jornal The Guardian, Paris e Berlim acertaram aumentar o fundo europeu dos atuais 440 bilhões de euros para cerca de 2 trilhões de euros, como parte de um plano para resolver a crise de dívida do bloco que deve ganhar apoio num encontro da União Europeia (UE) no domingo.

A notícia motivou um salto nos mercados de ações em Nova York, movimento acompanhado de perto pela bolsa brasileira.

Durante a tarde, os agentes também repercutiram a informação de que o Banco Central Europeu (BCE) estaria comprando bônus italianos. [nN1E79H1O1]

O maior apetite por risco favoreceu a queda do dólar em todo o mundo. No Brasil, a moeda norte-americana devolveu parte da alta da véspera e caiu 0,62 por cento.

As projeções de juros também recuaram, em meio a ajustes finais na véspera da decisão de política monetária do Banco Central (BC). Das 26 instituições financeiras consultadas em pesquisa da Reuters, 22 projetam queda de 0,50 ponto, levando-a a 11,50 por cento ao ano, duas estimavam corte de 1 ponto e duas apostavam em 0,75 ponto de redução.

Em boa parte do dia, contudo, investidores assumiram uma postura defensiva, após dados mostrando desaceleração na economia chinesa e o alerta da Moody’s sobre o rating da França, feito na segunda-feira, alimentarem cautela nos mercados.

A agência de risco Moody’s afirmou que pode colocar o rating “Aaa” da França em perspectiva negativa nos próximos três meses se os custos para socorrer os bancos e outros países da zona do euro forem muito grandes.

Não ajudou a notícia de que o Produto Interno Bruto (PIB) da China teve um crescimento anual de 9,1 por cento no terceiro trimestre, marcando o terceiro trimestre seguido de arrefecimento.

Do lado doméstico, os agentes souberam que a economia brasileira criou 209.078 postos de trabalho com carteira assinada em setembro, o pior resultado para o mês em cinco anos, segundo dados do Ministério do Trabalho.

Veja como fecharam os principais mercados nesta terça-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou cotado a 1,7585 real na venda, em queda de 0,62 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA O Ibovespa subiu 2,08 por cento, para 55.031 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 6,1 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS O índice dos principais ADRs brasileiros teve alta de 2,62 por cento, a 29.312 pontos.

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JUROS <0#2DIJ:>

No call das 16h, o DI janeiro de 2013 apontava 10,460 por cento ao ano, ante 10,550 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3750 dólar, ante 1,3740 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, tinha queda, a 131,438 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de2,350 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS <11EMJ>

O risco Brasil caía 3 pontos, para 229 pontos-básicos. O EMBI+ também cedia 3 pontos, a 363 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones teve alta de 1,58 por cento, a 11.577 pontos; o S&P 500 subiu 2,04 por cento, a 1.225 pontos, e o Nasdaq subiu 1,63 por cento, a 2.657 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo de vencimento mais próximo subia 1,96 dólar, ou 2,27 por cento, para 88,34 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, tinha queda, oferecendo rendimento de 2,1781 por cento ante 2,155 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Reportagem de Isabel Versiani; Edição de José de Castro)

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