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PANORAMA2-Mercados sobem após aprovação de austeridade na Grécia

SÃO PAULO, 13 Fev (Reuters) – A tão esperada aprovação de um pacote de austeridade pela Grécia beneficiava ativos de risco nesta segunda-feira, com alta das bolsas de valores, das commodities e do euro. Os ganhos, contudo, eram limitados por persistentes dúvidas sobre se o país conseguirá os financiamentos necessários a tempo de evitar um default.

Ao todo, 199 dos 300 parlamentares gregos apoiaram o projeto, mas 43 deles de dois partidos do governo do primeiro-ministro Lucas Papademos, os socialistas e conservadores, rebelaram-se ao votarem contra o projeto. Eles foram imediatamente expulsos de suas legendas.

A aprovação das reformas, que devem reduzir ainda mais o padrão de vida dos gregos, deflagrou uma onda de violência e protestos em Atenas, numa prévia dos problemas que Papademos pode enfrentar para implementar as medidas austeras.

Além disso, a União Europeia (UE) alertou que a Grécia precisa fazer mais para garantir o resgate que livraria o país da bancarrota, apesar de ter saudado o governo pela aprovação da lei de austeridade.

O principal índice das ações europeias e os pregões em Nova York sustentavam discretas altas. O euro operava praticamente estável ante o dólar, que caía cerca de 0,3 por cento frente a uma cesta de divisas.

O apetite por risco se refletia também nos mercados domésticos, com valorização do real e alta expressiva do Ibovespa, puxada especialmente pelas blue chips Valee Petrobras.

Destaque também para a TAM, com alta de cerca de 2 por cento, apesar da queda de 36,4 por cento em seu lucro líquido no quarto trimestre, ante igual período de 2010.

Os juros futuros tinham uma sessão de alta, com investidores aproveitando a melhora no cenário externo para recomporem prêmios.

Do lado interno, o Banco Central divulgou o relatório Focus, que mostrou redução nas estimativas para a Selic e para o crescimento da economia em 2013, para 10,50 por cento e 4,10 por cento, respectivamente.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a previsão do mercado para este ano continuou em 5,29 por cento. Também não houve mudanças nos progósticos para 2013 e em 12 meses: 5,00 por cento (décima primeira semana consecutiva) e 5,30 por cento (terceira semana seguida), respectivamente.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 14h14 desta segunda-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,7210 real, em queda de 0,32 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subia 1,76 por cento, para 65.124 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 9,05 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros 0,86 subia por cento, a 33.844 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2013 estava em 9,340 por cento ao ano, ante 9,290 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3219 dólar, ante 1,3173 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, mantinha-se estável a 133,125 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,296 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 3 pontos, para 199 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 5 pontos, a 339 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subia 0,35 por cento, a 12.846 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,44 por cento, a 1.348 pontos, e o Nasdaq ganhava 0,61 por cento, aos 2.021 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava alta de 1,43 dólar, ou 1,44 por cento, a 100,09 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,9672 por cento, frente a 1,984 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Por José de Castro; Edição de Patrícia Duarte)