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PANORAMA2-Incertezas com Europa derrubam bolsas

SÃO PAULO, 12 Dez (Reuters) – As incertezas envolvendo a crise de dívida na Europa minavam o sentimento de investidores nesta segunda-feira, em meio a dúvidas sobre se o acordo alcançado na semana passada entre líderes da União Europeia (UE) será capaz de resolver os problemas fiscais da região, que já duram mais de dois anos.

O entusiasmo do final da semana passada – quando as autoridades chegaram a um consenso sobre regras orçamentárias mais duras e uma espécie de “punição” para governos que descumprirem as metas – dava lugar a preocupações sobre o impacto dos planos de austeridade em algumas economias já combalidas da região, que podem continuar registrando baixo crescimento ou mesmo recessão nos próximos anos.

Com esse pano de fundo, ativos de risco eram os mais golpeados. O euro caía à mínima em mais de dois meses ante o dólar, o principal índice de ações da Europa recuava mais de 1 por cento, mesmo desempenho das bolsas de valores em Nova York.

No Brasil, o Ibovespa cedia quase 2 por cento, o dólar superava 1,83 real e os juros futuros perdiam prêmio, reagindo a perspectivas de que o cenário externo adverso deve amparar novos cortes da Selic mais à frente, conforme mostrou o relatório Focus do Banco Central (BC) nesta segunda-feira.

De acordo com o documento, que traz estimativas colhidas pelo BC no mercado, os agentes financeiros esperam que a Selic termine 2012 a 9,50 por cento, o que, caso o BC mantenha o atual ritmo de cortes, significaria mais três reduções de 0,50 ponto. O Focus mostrou ainda redução nos prognósticos para a inflação e crescimento da economia em 2012.

Em evento na capital paulista, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo, disse que o Brasil deve crescer “em torno de 3 por cento” em 2011 e que esse cenário é importante diante das turbulências externas atuais.

Veja como estavam os principais mercados às 14h19 desta segunda-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,8380 real, em alta de 1,83 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa caía 1,99 por cento, para 57.077,77 pontos. O volume financeiro na bolsa era de xx bilhão de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caía 3,42 por cento, a 29.070,64 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos de DI exibiam baixa, com o DI janeiro de 2013 em 9,840 por cento ao ano ante 9,860 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3210 dólar, ante 1,3381 dólar no fechamento anterior.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,250 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,870 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil subia x pontos, para xx pontos-básicos. O EMBI+ avançava xx pontos, a xx pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones caía 1,38 por cento, a 12.015,98 pontos, o S&P 500 tinha baixa de 1,59 por cento, a 1.235,17 pontos, e o Nasdaq registrava queda de 1,57 por cento, aos 2.605,37 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto recuava 1,39 dólar, ou 1,4 por cento, a 98,02 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 2,0017 por cento ante 2,063 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Por José de Castro; Edição de Hélio Barboza)