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PANORAMA2-Fed, BCE e Espanha trazem de volta aversão ao risco

SÃO PAULO, 4 Abr (Reuters) – A indicação dada na terça-feira na ata do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano), de que os Estados Unidos não devem ter uma nova rodada de estímulo monetário, e a volta de preocupações com a Europa e com a Espanha, derrubavam os mercados globais nesta quarta-feira.

Com o aumento da aversão ao risco, bolsas nos Estados Unidos e na Europa caíam mais de 1 por cento e o euro recuava para uma mínima de três semanas contra o dólar.

O dólar se valorizava em relação à maioria das moedas, assim como ante o real. Às 14h47, ante uma cesta de divisas, a moeda tinha valorização de 0,38 por cento.

Na terça-feira, os membros do Fed indicaram que estão menos propensos a fazer uma nova rodada de estímulo diante da melhora da economia dos Estados Unidos, o que esfriou os ânimos dos investidores.

A notícia, somada a declarações dadas nesta quarta-feira pelo presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e a um decepcionante leilão de títulos na Espanha, azedou o humor do mercado.

Após o BCE manter a taxa de juros em uma mínima recorde de 1 por cento, Draghi disse que os riscos de desaceleração prevalecem no cenário econômico europeu. Já o leilão da Espanha trouxe uma alta nos custos da dívida do país, provocando temores sobre um retorno da crise da zona do euro.

O cenário internacional adverso influenciava o mercado local, puxando para cima a cotação do dólar, derrubando as taxas dos contratos de juros futuros e trazendo perdas à Bovespa.

O Banco Central informou que o fluxo cambial ficou positivo em 5,740 bilhões de dólares no mês passado, mostrando que o Brasil atraiu dólares mesmo com mais medidas em relação ao câmbio.

A expansão do setor de serviços do Brasil desacelerou um pouco em março, mas continuou robusta, com a confiança dos empresários atingindo o maior nível desde pelo menos 2007.

Já a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo fechou março com avanço de 0,15 por cento, ante deflação de 0,07 por cento em fevereiro.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 14h47 desta quarta-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,8313 real, em alta de 0,22 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa caía 0,75 por cento, para 63.803 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 3,574 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caía 1,79 por cento, a 32.571 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2014 estava em 9,380 por cento ao ano, ante 9,470 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,3139 dólar, ante 1,3233 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 132,125 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,195 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil subia 6 pontos, para 176 pontos-básicos. O EMBI+ avançava 7 pontos, a 318 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones caía 1,10 por cento, a 13.054 pontos, o S&P 500 tinha baixa de 1,17 por cento, a 1.396 pontos, e o Nasdaq perdia 1,76 por cento, aos 3.058 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava baixa de 2,25 dólar, ou 2,16 por cento, a 101,76 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 2,2394 por cento, frente a 2,293 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Reportagem de Danielle Fonseca; Edição de Hélio Barboza)