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PANORAMA2-Dados de China, EUA e Alemanha animam mercados

SÃO PAULO, 17 Jan – Uma bateria de dados melhores que o esperado da China, dos Estados Unidos e da Alemanha alimentava o apetite por risco nesta terça-feira, apesar de preocupações com a crise de dívida na zona do euro persistirem por temores de que a Grécia não honre seus compromissos.

No Brasil, as operações no mercado acionário à vista tiveram seu início atrasado devido a problemas técnicos, segundo a assessoria da BM&FBovespa. Os negócios começaram há pouco, com o Ibovespa em alta.

As bolsas de valores globais, commoditiese moedas de maior rendimento registravam expressivas valorizações, depois de números mostrarem que a economia chinesa -maior consumidora mundial de matérias-primas- cresceu mais que o esperado em 2011, apesar de continuar desacelerando.

Dados da maior economia europeia, a Alemanha, também traziam alívio, com a confiança do investidor do país tendo em janeiro alta recorde. Além disso, a Espanha passou com êxito por mais um teste no mercado de dívida, vendendo 4,88 bilhões de euros em notas de curto prazo e registrando queda nos yields.

Nos Estados Unidos, cujos mercados voltavam as funcionar após o feriado da véspera, o índice “Empire State” do Federal Reserve de Nova York, um indicador da atividade industrial, subiu para 13,48 em janeiro, acima da previsão do mercado de 11 e da leitura de 8,19 registrada em dezembro.

Os números melhores nessas importantes economias, contudo, apenas aliviavam as preocupações com a crise de dívida na zona do euro, que voltou a ter a Grécia como centro.

Nesta terça-feira, autoridades da União Europeia (UE), do Banco Central Europeu (BCE) e do Fundo Monetário Internacional (FMI) vão examinar as contas nacionais como parte dos preparativos para um pacote de 130 bilhões de euros que poderá manter o país respirando depois do final de março, quando vence um grande lote de dívidas.

A capital Atenas era sacudida por uma greve que paralisou os transportes públicos na cidade, em meio à insatisfação popular com as medidas de austeridade exigidas pelos credores gregos.

A Fitch, uma das três mais importantes agências de classificação de risco, informou que a Grécia provavelmente dará calote em sua dívida, mas de forma ordenada.Ainda assim, o país vendeu 1,625 bilhão de euros (2,06 bilhões de dólares) em títulos com vencimento em três meses nesta terça-feira, com uma queda nos rendimentos.

Por ora, o euro e as ações europeias mantinham-se em terreno positivo. O dólar recuava ante uma cesta de divisas , estendendo esse movimento às operações brasileiras.

A melhora no quadro internacional servia de argumento para leve alta nas projeções de juros, com o mercado evitando grandes movimentos na véspera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, hoje em 11 por cento ao ano. A expectativa é de um novo corte de 0,5 ponto percentual, segundo pesquisa da Reuters.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 12h51 desta terça-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,7791 real, em queda de 0,47 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa subia 1,23 por cento, para 60.692 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 821,3 milhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros subia 2,12 por cento, a 31.842 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2013 estava em 10,040 por cento ao ano, ante 10,020 por cento no ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,2723 dólar, ante 1,2736 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subia para 132,000 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,730 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil caía 4 pontos, para 233 pontos-básicos. O EMBI+ cedia 5 pontos, a 388 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones subia 1,13 por cento, a 12.562 pontos, o S&P 500 tinha alta de 0,99 por cento, a 1.301 pontos, e o Nasdaq ganhava 1,02 por cento, aos 2.738 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava alta de 1,70 dólar, ou 1,72 por cento, a 100,39 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía, oferecendo rendimento de 1,8705 por cento, frente a 1,870 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Por José de Castro; Edição de Patrícia Duarte)