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PANORAMA2-Bolsas recuam com temores sobre banco espanhois e Grécia

SÃO PAULO, 17 Mai (Reuters) – As bolsas internacionais tinham mais um dia de perdas nesta quinta-feira, com a aversão ao risco aumentando nos mercados em função das preocupações com o futuro da Grécia e agora também com os bancos espanhóis, além de indicadores fracos nos Estados Unidos.

No Brasil, o dólar recuava frente ao real, numa sessão volátil, com os investidores repercutindo o bom resultado de vendas no varejo, que podem indicar que a economia brasileira está apresentando alguma recuperação mais consistente.

Com isso, os contratos de juros futuros mais curtos mostravam queda nesta quinta-feira, com a avaliação de que o Banco Central vai continuar reduzindo a Selic -hoje a 9 por cento ao ano- sim, mas talvez em um ritmo menor.

Na Espanha, o mercado repercute mal os informações sobre o setor bancário. As ações do banco espanhol parcialmente nacionalizado Bankia, por exemplo, chegaram a cair quase 30 por cento, com rumores de fugas de depósitos. No entanto, o governo da Espanha negou que isso esteja acontecendo.

A preocupação com os bancos espanhóis está ajudando as bolsas a ampliarem as perdas após vários dias seguidos de quedas por causa da Grécia, que convocou novas eleições esta semana, marcadas para o dia 17 de junho, me meio a sérios conflitos políticos.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda informou nesta quinta-feira que só irá retornar à Grécia para revisar o programa de empréstimo depois das eleições, de acordo com o vice-diretor de assuntos internacionais do FMI, David Hawley.

Nos Estados Unidos, indicadores fracos também colaboraram para o mau humor. O índice de atividade do Federal Reserve da Filadélfia caiu para -5,8 neste mês, ante 8,5 em abril, frustrando as expectativas dos economistas de ganho de 10,0.

Qualquer leitura abaixo de zero indica contração na manufatura da região. A pesquisa cobre fábricas no leste na Pensilvânia, sul de Nova Jersey e Delaware.

Ainda foram divulgados os grupo de indicadores econômicos antecedentes dos Estados Unidos, feita pelo Confederence Board, que recuou 0,1 por cento, para 95,5, a primeira queda no índice mensal desde setembro de 2011. O índice havia subido 0,3 por cento em março.

Na Europa, o índice FTSEurofirst 300, que reúne as principais ações europeias, fechou em queda de 1,05 por cento, aos 982 pontos, seu menor nível no encerramento em até cinco meses.

No mercado doméstico, a Bovespa acompanha o exterior e recua mais de 1 por cento.

Às 13h30 (horário de Brasília), apesar das quedas das bolsas, o euro que chegou a cair mais, seguia próximo da estabilidade, assim como o dólar. Ante uma cesta de divisas , a moeda norte-americana tinha estabilidade.

Ainda no Brasil, foram divulgadas as vendas no varejo, que mostraram em março leves sinais de aquecimento da demanda, ao avançarem 0,2 por cento ante fevereiro e 12,5 por cento em relação a igual mês de 2011, divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Veja como estavam os principais mercados financeiros às 14h05 desta quinta-feira:

CÂMBIO

O dólar era cotado a 1,9927 real, em queda de 0,42 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPA

O Ibovespa caía 1,25 por cento, para 55.191 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 3,9 bilhões de reais.

ADRs BRASILEIROS

O índice dos principais ADRs brasileiros caía 0,97 por cento, a 26.946 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

O DI janeiro de 2014 estava em 8,220 por cento ao ano, acima dos 8,210 por cento do ajuste anterior.

EURO

A moeda comum europeia era cotada a 1,2720 dólar, ante 1,2715 dólar no fechamento anterior nas operações norte-americanas.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, caía para 131,063 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,186 por cento ao ano.

RISCO-PAÍS

O risco Brasil subia 5 pontos, para 222 pontos-básicos. O EMBI+ avançava 4 pontos, a 378 pontos-básicos.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones caía 0,38 por cento, a 12.550 pontos, o S&P 500 tinha baixa de 0,51 por cento, a 1.317 pontos, e o Nasdaq perdia 0,87 por cento, aos 2.849 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto registrava baixa de 0,10 dólar, ou 0,11 por cento, a 92,69 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, subia, oferecendo rendimento de 1,7363 por cento, frente a 1,759 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )(Reportagem de Danielle Fonseca; Edição de Patrícia Duarte)