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PANORAMA1-Com EUA no radar, local avalia ata do Copom

Por Da Redação 28 jul 2011, 07h42

SÃO PAULO, 28 de julho (Reuters) – O breve comunicado que acompanhou a decisão do Banco Central de elevar a Selic a 12,50 por cento ao ano na semana passada adiou para esta quinta-feira, com a divulgação ata da reunião, informações mais detalhadas que podem ajudar a vislumbrar os próximos passos da política monetária brasileira.

Em relatório, a equipe do Credit Suisse ponderou que desde janeiro de 2001, houve 10 comunicados divulgados após as reuniões do Copom bastante similares ao de julho. “Analisando esse histórico, não é possível relacionar comunicados desse teor com as decisões tomadas na reunião imediatamente seguinte do Copom, dado que em nenhum dos casos ocorria um ciclo de aperto monetário na época da reunião.”

A leitura do BC sobre o cenário externo estará entre um dos principais focos de atenção. “O cenário internacional vem se tornando mais complexo, com prováveis efeitos negativos adicionais sobre crescimento global e preços de commodities. E isto pode intensificar a desaceleração já em curso da atividade doméstica”, escreveram economistas do Itaú.

Nem por isso a cena doméstica será preterida. Ilan Goldfajn e Caio Megale, do Itaú, citaram no mesmo relatório que, apesar da desaceleração da atividade, o mercado de trabalho continua aquecido e o consumo interno ainda cresce a taxas elevadas. “A inflação corrente está mais baixa, mas com perspectivas de subida nos próximos meses”, alertaram.

No exterior, o viés negativo prevalece no ambiente financeiro, com o impasse em Washington sobre a elevação do teto da dívida norte-americana aumentando a possibilidade de um rebaixamento do rating de crédito dos Estados Unidos e elevando a perspectiva de que o governo da principal economia do mundo pode ficar sem dinheiro para pagar suas contas.

Às 7h25, o índice MSCI para ações globais caía 0,59 por cento e para emergentes, 0,48 por cento. O MSCI da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão perdia 0,9 por cento. Em Tóquio, o Nikkei cedeu 1,45 por cento. O índice da bolsa de Xangai fechou em baixa de 0,54 por cento. Na Europa, o FTSEurofirst 300 declinava 0,86 por cento e o futuro do norte-americano S&P-500 oscilava ao redor da estabilidade, com leve baixa de 0,02 por cento.

Na Europa, as ações ainda eram afetadas negativamente por resultados corporativos divergentes que geraram preocupações sobre os lucros das companhias. Os bancos ocupavam destaque de baixa após o Credit Suisse reportar lucro abaixo do esperado.Também índice de confiança econômica da zona do euro apurado pela Comissão Europeia caiu para 103,2 em julho. Foi a menor leitura desde agosto de 2010. Economistas previam 104.

Nos EUA, a safra de balanços traz Coca-Cola Enterprises, Colgate Palmolive, DuPont, Exxon Mobil, Avon, CME Group, entre outros, além de dados de auxílio-desemprego e setor imobiliário.

Entre as moedas, o índice DXY, que mede o valor do dólar ante uma cesta com as principais divisas globais, aumentava 0,33 por cento. O euro era cotado a 1,4285 dólar, em baixa de 0,6 por cento. Em relação à moeda japonesa, o dólar era negociado em queda de 0,18 por cento, a 77,80 ienes. Nesse contexto, o petróleo perdia 0,41 por cento, a 97 dólares o barril, nas operações eletrônicas em Nova York.

De volta à pauta doméstica, no caso corporativo, a Embraer (veja prévia [ID:nN1E76K2AI) e a Vale (veja prévia) apresentam resultado trimestral após o fechamento das operações locais.

Veja a agenda com os principais indicadores desta quinta-feira.

Veja como fecharam os principais mercados na quarta-feira:

CÂMBIO

O dólar fechou cotado a 1,5595 real, em alta de 1,35 por cento frente ao fechamento anterior.

BOVESPAO Ibovespa caiu 1,77 por cento, para 58.288 pontos. O volume financeiro na bolsa era de 6,5 bilhões de reais.

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ADRs BRASILEIROSO índice dos principais ADRs brasileiros recuou 2,41 por cento, a 34.073 pontos.

JUROS <0#2DIJ:>

Os contratos mais longos de DI exibiam alta, com o DI janeiro de 2014 em 12,74 por cento ao ano ante 12,72 por cento no ajuste anterior.

EURO

Às 17h51, a moeda comum europeia era cotada a 1,4364 dólar, ante 1,4513 dólar no fechamento anterior.

GLOBAL 40

O título de referência dos mercados emergentes, o Global 40, subiu para 136,500 por cento do valor de face, oferecendo rendimento de 1,636 por cento ao ano.

BOLSAS DOS EUA

O índice Dow Jones caiu 1,59 por cento, a 12.302 pontos, o S&P 500 perdeu 2,03 por cento, a 1.304 pontos, e o Nasdaq tinha desvalorização de 2,65 por cento, aos 2.764 pontos.

PETRÓLEO

Na Nymex, o contrato de petróleo mais curto caiu 2,19 dólares, ou 2,2 por cento, a 97,40 dólares por barril.

TREASURIES DE 10 ANOS

O preço dos títulos do Tesouro norte-americano de 10 anos, referência do mercado, caía, oferecendo rendimento de 2,9822 por cento ante 2,955 por cento no fechamento anterior.

(PANORAMA1, PANORAMA2 e PANORAMA3 são localizados no terminal de notícias da Reuters pelo código )

(Por Paula Arend Laier)

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