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Países europeus do G7 dispostos a responder ‘rapidamente’ à crise

Por Por Francesco Fontemaggi 5 jun 2012, 15h14

Os países europeus do G7 se comprometeram nesta terça-feira a responder “rapidamente” à crise da zona do euro, após uma conferência telefônica dos ministros de Finanças dos sete países mais industrializados, disse o ministro japonês de Finanças, Jun Azumi, citado pela agência Jiji Press.

Ainda segundo Azumi, os ministros do G7 (Estados Unidos, Japão, Canadá, Alemanha, França, Reino Unido e Itália) chegaram a um diagnóstico comum sobre a crise da zona do euro.

A conferência telefônica havia começado às 11H00 GMT (08H00 de Brasília), com a participação de seus ministros das Finanças e presidentes dos bancos centrais.

O Tesouro dos Estados Unidos – que preside este ano o G7 – confirmou em um lacônico comunicado que a Europa centrou o debate da teleconferência.

“Os ministros e governadores revisaram a situação da economia global e dos mercados financeiros, e as respostas que devem proporcionar, em especial com relação aos progressos por uma união financeira e orçamentária na Europa”, disse o texto.

Além disso, “acordaram vigiar de perto a evolução da situação antes da reunião do G20 em Los Cabos” (México), onde se reunirão os dirigentes dos países ricos e emergentes, nos dias 18 e 19 de junho.

Além disso, um dos representantes de um país do G7 disse que Espanha esteve “no centro do debate”, assim como o que “ocorrerá após as eleições (legislativas) gregas” do 17 de junho.

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A maioria dos países foram discretos antes da reunião e nem mesmo sabiam se haveria uma declaração após a conferência.

Somente o ministro canadense, Jim Flaherty, explicou na segunda-feira que a conferência se concentraria na “verdadeira preocupação” do momento: “Europa” e “na fragilidade de alguns bancos”.

Antes do início da reunião, os Estados Unidos pediram aos europeus para que adotassem outras medidas para resolver a crise, já que os mercados continuam céticos”.

“Esperamos que Europa atue mais rapidamente nas próximas semanas” para “reforçar o sistema bancário europeu”, declarou um responsável do Tesouro americano.

O encontro do G7 acontece em um momento no qual os bancos espanhóis concentram todas as preocupações e no qual a União Europeia não consegue chegar a um acordo para mudar esta situação.

De acordo com alguns jornais alemães, Berlim deseja que Madri recorra ao fundo de resgate financeiro da zona do euro para resolver sua crise bancária, já que teme que a Espanha – país com grandes dificuldades orçamentárias – não poderá fazê-lo por si só.

Segundo o ministro da Fazenda espanhol, Cristóbal Montoro, a Espanha – que enfrenta uma brutal alta das taxas de juros para captar dinheiro nos mercados – não é resgatável, “no sentido técnico do termo”, em alusão à dimensão do país, quarta maior economia da Eurozona.

“A Espanha não precisa disso, precisa de mais Europa, mais mecanismos próprios de integração europeia”, disse o ministro, dando a entender que um resgate da economia espanhola, seria muito custosa para os demais países membros.

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