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País será o 3º maior mercado de automóveis, diz Pimentel

Pimentel disse que o novo regime automotivo vai trazer para o mercado carros mais modernos, econômicos e baratos, cadeias mais densas e maior conteúdo local e regional.

Por Da Redação 18 out 2012, 09h36

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta quinta-feira que, em breve, o Brasil será o terceiro maior mercado de veículos do mundo. Atualmente, o país está na quarta posição, atrás dos Estados Unidos, da China e do Japão. “Um mercado desse tamanho tem de estar à altura do consumidor brasileiro”, afirmou o ministro durante entrevista ao programa Bom Dia Ministro, da EBC.

Pimentel disse que o novo regime automotivo, divulgado pelo governo no início do mês, vai trazer para o mercado carros mais modernos, econômicos e baratos, cadeias mais densas e maior conteúdo local e regional. “Isso tudo dará um regime moderno, dos mais adequados para a indústria automobilística”. O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Cledorvino Belini, já havia comentado, em entrevista coletiva na ocasião do anúncio, que os preços dos carros tendem a cair.

Contudo,o ex-presidente da Ford Brasil e sócio-diretor do Centro de Estudos Automotivos (CEA-Autodata), Luiz Carlos Mello, disse ao site de VEJA que é ilusão achar que os valores dos automóveis cairão, principalmente porque as montadoras terão, com o novo regime, custos administrativos mais altos e necessidades maiores de investimentos.

Dentro – Segundo Pimentel, entre oito e nove indústrias já se inscreveram para obter os benefícios do novo regime automotivo, entre empresas europeias e asiáticas. A primeira a ser habilitada deve ser a Nissan, disse.

Ele avaliou que há uma grande expectativa por parte dos consumidores e das indústrias em relação à prorrogação ou não da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos. O benefício acaba no dia 31 deste mês. “Ainda não temos isso definido. O Ministério da Fazenda está trabalhando nessa questão”, afirmou.

Pimentel ressaltou que, em agosto, a indústria cresceu em nove regiões, de um total de 14 locais pesquisados, segundo o IBGE. “Pode ser que não sejam necessárias medidas tão profundas quanto às que adotamos antes. Peço que aguardemos um pouco”, afirmou.

Ainda assim, o ministro destacou que o governo federal trata o crescimento econômico como prioridade. “Tudo que está sendo feito no âmbito do Brasil Maior tem a intenção de regionalizar e descentralizar o crescimento econômico.”

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Competitividade – O ministro disse ainda que o governo persegue uma meta de manter o real em uma taxa que assegure um mínimo de competitividade para as exportações. “Acredito que isso está sendo alcançado, com o dólar nessa faixa de 2,00 reais. Pode não ser o melhor dos mundos, mas também não é o pior. Acho que estamos conduzindo bem”, afirmou.

Pimentel disse que a política monetária dos Estados Unidos e da Europa “continua preocupando muito”. “É aquilo que a presidente uma vez chamou de tsunami monetário, que é despejado nos mercados financeiros do mundo inteiro, transborda para além das economias europeia e norte-americana e vem para os países emergentes”, afirmou. Segundo o ministro, isso cria uma “competitividade espúria”, baseada em uma desvalorização artificial do dólar. “Isso tem causado dificuldades para nós e outros países emergentes, pois é um desequilibrador do comércio internacional.”

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(com Agência Estado)

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