Clique e Assine VEJA por R$ 9,90/mês
Continua após publicidade

Padilha nega articulação para rever a autonomia do Banco Central

Segundo o ministro, BC e Planalto têm os mesmos objetivos: 'suavizar' flutuação econômica, fomentar emprego e garantir estabilidade

Por Larissa Quintino Atualizado em 8 fev 2023, 18h01 - Publicado em 8 fev 2023, 16h06

O clima de fritura feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e aliados próximos do PT acendeu um alerta no mercado financeiro sobre o futuro da política monetária e algum tipo de intervenção do governo no Banco Central. A autarquia tornou-se autônoma em 2021, no governo de Jair Bolsonaro, e no primeiro mês da gestão de Lula sofreu ataques do próprio presidente, que questiona a taxa de juros e as metas inflacionárias — estas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, que tem membros tanto do Executivo quanto do BC autônomo no colegiado. Nesta quarta-feira, 8, o ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, negou que haja uma estratégia do governo para queimar Roberto Campos Neto ou mesmo interferir na independência do BC.

“Nós reafirmamos que não existe qualquer discussão dentro do governo em termos de mudança da lei atual do Banco Central. Até porque a lei estabelece como objetivos do BC o fomento ao pleno emprego, suavizar qualquer flutuação econômica, a garantia de estabilidade econômica e o bom funcionamento e a eficiência do sistema financeiro. Estão ali os marcos que devem nortear a ação da diretoria do BC”, afirmou o ministro nesta quarta-feira.

A revisão da autonomia do Banco Central foi trazida à discussão, entretanto, pelo próprio Lula. Em entrevista à RedeTV! no último dia 2, o presidente afirmou que pretende “fazer uma avaliação do que significou o Banco Central independente” após o fim do mandato de Roberto Campos Neto, que vai até 2024. Em entrevista à GloboNews no início de janeiro, Lula classificou como “bobagem” a percepção de que o Banco Central independente teria atuação mais efetiva do que quando era vinculado ao Executivo.

A autonomia do Banco Central foi aprovada em 2021, após mais de duas décadas de discussão no Congresso. Com isso, a autoridade monetária tem mandato não concomitante ao do Executivo federal, promovendo a política monetária de forma independente do governo de situação. Apesar de indicado por Bolsonaro, o BC sob o comando de Campos Neto elevou as taxas de juros e chegou a ser criticado por Bolsonaro e pelo então ministro da Economia, Paulo Guedes — de maneira menos acintosa do que faz Lula neste início de governo.

Continua após a publicidade

Panos quentes

Alexandre Padilha não é o primeiro ministro a vir a público para baixar a temperatura na relação entre o BC e o Planalto. Ontem, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, elogiou o tom da ata do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa básica de juros no patamar de 13,75% ao ano. Cabe a Haddad, aliás, aplainar os ânimos entre seu chefe e o braço da política monetária.

Segundo Padilha, Haddad já está conduzindo “os debates” internos sobre a indicação de novos diretores do BC em fevereiro, quando os mandatos de dois deles vão vencer. “Não existe nenhuma iniciativa do governo sobre mudança da lei do BC e nenhuma pressão sobre o mandato de qualquer diretor. A lei estabelece claramente que tem mandatos que serão cumpridos. Em fevereiro, vencem os mandatos de dois diretores. A partir de março, se abre o debate. O ministro Fernando Haddad está conduzindo esse debate dentro do governo, ouvindo quem tem que ouvir, conduzindo o debate do ponto de vista técnico”, afirmou.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

Domine o fato. Confie na fonte.

10 grandes marcas em uma única assinatura digital

MELHOR
OFERTA

Digital Completo
Digital Completo

Acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 9,90/mês*

ou
Impressa + Digital
Impressa + Digital

Receba Veja impressa e tenha acesso ilimitado ao site, edições digitais e acervo de todos os títulos Abril nos apps*

a partir de 49,90/mês

*Acesso ilimitado ao site e edições digitais de todos os títulos Abril, ao acervo completo de Veja e Quatro Rodas e todas as edições dos últimos 7 anos de Claudia, Superinteressante, VC S/A, Você RH e Veja Saúde, incluindo edições especiais e históricas no app.
*Pagamento único anual de R$118,80, equivalente a 9,90/mês.

PARABÉNS! Você já pode ler essa matéria grátis.
Fechar

Não vá embora sem ler essa matéria!
Assista um anúncio e leia grátis
CLIQUE AQUI.