Clique e assine a partir de 9,90/mês

Ovo de R$ 420 da Kopenhagen está esgotado nas lojas

No período em que muitos estão diminuindo o tamanho das compras, empresa vende todo o seu estoque

Por Naiara Infante Bertão - 1 abr 2015, 21h52

Em tempos de economia fraca, muitos segmentos de consumo que vendem linhas de produtos mais baratas tendem a ganhar espaço. No caso do ovo de Páscoa, o contrário acontece. A marca Kopenhagen já vendeu toda a sua produção do ovo de 1 quilo que dá como ‘brinde’ uma pulseira da joalheria dinamarquesa Pandora. Custa 420 reais e é um dos mais caros vendidos no país. A empresa afirma que as lojas próprias não têm mais o produto.

Outra tendência deste ano é a diversificação e ‘gourmetização’ dos ovos para tentar atrair nichos de mercado, dada a grande concorrência. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (ABICAB), são mais de 150 lançamentos.

LEIA TAMBÉM:

Paçoquita cremosa terá versão zero açúcar e pote de 1kg

Cápsulas de café podem ficar mais baratas a partir de abril

Segundo Patrícia Cotti, coordenadora acadêmica da Academia de Varejo​, para driblar o peso da inflação no orçamento dos consumidores, os fabricantes têm apostado em versões menores de seus carros-chefe. O enfraquecimento do comércio, conta Patrícia, tem levado até as lojas que não vendiam chocolates, como as de roupas e brinquedos, caso da Ri Happy, a apelar para o produto na tentativa de elevar as vendas. “A Páscoa deste ano tende a ser menor do que no ano passado. Os fatores são os mesmos que já vínhamos falando, como a instabilidade econômica, a inflação, o comprometimento da renda e a baixa confiança dos consumidores”, explica.

Inflação – Assim como os brasileiros têm visto na conta de luz, no supermercado, nos restaurantes e contratação de serviços, a inflação também já chegou aos ovos de Páscoa. Segundo levantamento do Ibmec-RJ, os preços dos ovos de Páscoa aumentaram em média 16,5% entre 2014 e 2015.

Considerando os ovos com peso entre 100 e 270 gramas, os mais procurados pelos consumidores, os aumentos ficaram entre 10% e 11% na comparação ao ano passado. Os ovos com brindes registram os maiores aumentos de preços individuais.

Até a barra de chocolate – uma alternativa para quem quer fazer o próprio ovo ou preza mais pelo tamanho do que pelo formato – está 8,8% mais cara na pesquisa de 12 meses. Mesmo assim, ainda são mais em conta: uma barra de 170 gramas custa entre 4,50 a 6 reais, contra 16 reais da mesma quantidade em forma de ovo.

Publicidade