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Ouro reduz alta após renovar recorde na madrugada

Por Cynthia Decloedt

Londres – O ouro se ajusta de forma modesta à disparada dos preços ontem e desta madrugada, quando o metal renovou recorde acima de US$ 1.800,00 a onça-troy. Parte da retração é atribuída a elevação das margens para operações com ouro na Chicago Mercantile Exchange (CME), anunciada ontem à noite e em vigor a partir desta quinta-feira.

Às 8h36 (de Brasília), o ouro à vista caía 0,38% para US$ 1.788,45 a onça-troy, abaixo da máxima do dia de US$ 1.815,24 a onça-troy atingida mais cedo. Na Comex eletrônica, o ouro para dezembro subia 0,35% para US$ 1.790,50, também abaixo da máxima de US$ 1.817,60 a onça-troy, mas levemente acima do fechamento recorde de ontem a US$ 1.784,30 a onça-troy.

O economista da Economist Intelligence Unit, Danny Richards, previu que o ouro deve continuar em níveis historicamente altos e sustentar apreciação no primeiro semestre de 2012, antes de a perspectiva de aperto monetário e realização de lucros pesar sobre os preços no segundo semestre do ano que vem.

A CME informou ontem que a partir de hoje as exigências de margens para negociações em uma “serie de produtos do ouro serão elevadas. A exigência de margem para uma nova posição nos futuros do ouro Comex 100 sobe para US$ 7.425,00, de US$ 6.076,00, e a margem atual de “manutenção corrente” avança para US$ 5.500,00, de US$ 4.500,00. As informações são da Dow Jones.