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Otimista, Dilma Rousseff pede confiança no Brasil

Em pronunciamento na TV, presidente afirma que o país 'está no rumo certo' e garantiu a redução da tarifa de energia elétrica no início de 2013

Por Da Redação 23 dez 2012, 21h41

A presidente Dilma Rousseff fez, neste domingo, um “chamamento” aos empresários para que mantenham a confiança no Brasil, disse que o seu governo respeita contratos e garantiu a redução da tarifa de energia elétrica no início de 2013. No pronunciamento de fim de ano, transmitido em rede nacional de rádio e TV, Dilma também se definiu como “uma otimista” e afirmou que o País está no “rumo certo”.

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Na mensagem de 11 minutos, a presidente lembrou que fez acordo com “a maioria das concessionárias” para a diminuição da conta de luz, sem citar a queda-de-braço com o PSDB. “O corte será o que anunciei”, garantiu. Em setembro, Dilma disse que o gasto com energia cairia, em média, 20,2%, mas as concessionárias de Minas Gerais, São Paulo e Paraná – Estados comandados pelo PSDB – recusaram-se a baixar o preço e alegaram que ela fazia “cortesia com chapéu alheio”.

A partir daí, travou-se uma queda de braço entre Dilma e os tucanos, principalmente com o senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível adversário da presidente na disputa eleitoral de 2014. Depois de afirmar, em solenidade, que havia “insensibilidade” de alguns políticos em relação à medida, Dilma anunciou que o Tesouro Nacional cobriria a diferença para que o preço da energia ficasse mais barato.

Promessa – No pronunciamento que foi ao ar, a presidente reiterou o compromisso. “Isso significa que, no início de 2013, a sua conta de luz e a das empresas vão ficar menores”, insistiu.

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Dilma fez um balanço otimista do ano, apesar do fraco desempenho da economia e da previsão de crescimento de apenas 1% , exaltou os programas do governo e as medidas tomadas para enfrentar a crise internacional.

“Quero encerrar fazendo um chamamento a todos os brasileiros para que mantenham sua confiança no Brasil. Aos empresários, para que acreditem e invistam em nosso País”, afirmou a presidente. Após a polêmica travada com tucanos por causa da redução do preço da energia e com Estados não-produtores de petróleo em razão da nova partilha dos royalties, Dilma deixou claro que não vai mudar as regras do jogo.

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“Este é um governo que confia no seu povo, no seu empresariado, que respeita contratos e está empenhado na construção de novas parcerias entre os setores público e privado”, disse. Em tom ufanista, Dilma destacou os programas de concessões de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias, citou a redução dos impostos, dos juros, a desoneração da folha de pagamentos, a melhoria do emprego e procurou afastar as dificuldades do cenário de 2013.

Otimismo – “Sou, como todos os brasileiros, uma otimista. Tenho consciência dos desafios que a crise internacional tem lançado ao nosso país. Sei também que momentos de crise podem ser transformados em grandes oportunidades”, afirmou ela, dizendo ter certeza que 2013 será um ano “muito melhor”.

Na área social, os principais desafios do governo ainda são a superação da pobreza extrema e a melhoria da educação. “Para o nosso governo, 2013 será o ano de ampliar ainda mais o diálogo com todos os setores da sociedade, acelerar obras, melhorar a qualidade dos serviços públicos e continuar defendendo o emprego e o salário dos brasileiros”, argumentou Dilma.

Para a presidente, a Copa de 2014 será a melhor de todos os tempos. “Nos próximos quatro anos, os olhos do mundo estarão voltados para o Brasil”, disse ela. “Tenho certeza que, à imagem de um povo alegre e hospitaleiro se somará o reconhecimento de um povo capaz de realizar com sucesso e profissionalismo grandes eventos.” Dilma contou ter ficado “impressionada” com a “modernidade” dos estádios do Castelão, em Fortaleza, e do Mineirão, em Belo Horizonte.

(Com Estadão Conteúdo)

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